9 de março de 2021Informação, independência e credibilidade
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A vacina é no braço e a cloroquina…

A hidroxocloroquina não reduz a mortalidade ou agravamento da Covid-19. Antes de o gado tentar manchar minha reputação ou encher meu saco com ameaças de morte, informo que o autor da declaração é do médico e microbiologista francês Didier Raoult, um dos maiores defensores desse placebo no mundo.

“As necessidades de oxigenoterapia, a transferência para UTI e o óbito não diferiram significativamente entre os pacientes que receberam hidroxicloroquina com ou sem azitromicina e os controles feitos apenas com tratamento padrão”, reconheceu ele por meio de nota, segundo o jornal Le Figaro.

Segundo a revista Época, o sacana divulgou, em março do ano passado, um estudo feito com apenas 42 pessoas no qual, supostamente, ficaria comprovada a eficácia da hidroxicloroquina associada com a azitromicina, desde que administrados no início dos sintomas.

Cientistas de todo o mundo e a Organização Mundial da Saúde criticaram a pesquisa. Os estudos foram conduzidos fora dos protocolos científicos padrão. Raoult foi alvo de um processo aberto pelo Conselho Nacional da Ordem dos Médicos, da França.

Resumindo, é o que todos sabemos: o tal do “tratamento precoce” é uma farsa, como tudo ligado ao desgoverno Bolsonaro. O resultado é que mais de duzentos mil brasileiros estão mortos e outras centenas sufocam até a morte em Manaus, cuja rede de saúde está em colapso.

Enquanto isso, na guerra das vacinas, Bozo quer g**** com o p** do Dória, na famosa novela da Coronavac, que todo mundo acompanhou. Dória é cruel, ele manda arrancar cobertores de pessoas em situação de rua e removê-las do relento a banho de água fria com mangueira, mas, temo que dar o braço a torcer. Nesta, ele saiu como mocinho.

Bolsonaro não aprende. É o eterno vilão. Até quando vamos achar graça nisso? Com a resposta, as instituições.