18 de junho de 2021Informação, independência e credibilidade

Autor: Wagner Melo

Ensino em casa, mais um retrocesso a ser evitado

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Ah, os conservadores... Sempre eles buscando o retrocesso, incansavelmente. A última é como Bolsonaro e sua trupe se apressam em implantar o homeschooling, o tal do "ensino em casa", no Brasil. Essa é uma das promessas dele para seus eleitores mais conservadores. Na semana passada, a deputada federal extremista Bia Kicis, um dos capachos do capitãozinho do Planalto, conseguiu a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do Projeto de Lei (PL) nº 3262/19. A peça altera o Código Penal e libera de responsabilidade criminal pais que não matriculam os filhos na escola. Hoje, o crime de “abandono intelectual” (Artigo 246) prevê detenção de 15 a 30 dias ou multa para quem não mandam os filhos para o colégio. Se essa sandice for aprovada, está aberto o caminho para o ensin

Política, religião e futebol: precisamos discutir mais isso

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No Brasil, política, religião e futebol se misturaram. E olha no que deu! Como um ditador, Bolsonaro meteu a mão nas consciências da população que lotam as igrejas, notadamente, as pentecostais e neopentecostais. E, agora, interfere na Seleção brasileira de futebol. Isso é o que dá não discutir essas três instituições, altamente presentes na vida nacional. Temos um povo alienado e dividido. Os oportunistas têm, em mãos, instrumentos políticos fortes. Futebol, política e religião se discutem, sim, na medida em que deixam a esfera pessoal e começam a tentar interferir na coletividade. No âmbito pessoal, todos merecem respeito e é por isso que devemos preservar a laicidade do Estado. A partir do momento em que chegamos ao ponto de termos uma bancada evangélica no Congresso e outra

Comandante da PM pernambucana cai. Já vai tarde!

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A queda do hoje ex-comandante da Polícia Militar de Pernambuco, Vanildo Maranhão, nos dá um sopro de esperança. Ele já vai tarde! No sábado, a PM pernambucana protagonizou cenas dignas de ditaduras de bananas ao dispersar um protesto pacífico de forma selvagem e condenável. Digo que é um sopro de esperança porque a sociedade reagiu ao ato de barbárie que terminou com duas pessoas carregando sequelas pelo resto da vida. A repercussão acabou com o pedido de exoneração do cidadão. Assume nesta quarta-feira, 2, o coronel José Roberto Santana, que ocupava o cargo de diretor de Planejamento Operacional da PMPE. Foi um bom começo mas, não é suficiente. Há procedimentos investigatórios instaurados pela Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social e pela Polícia Civil do estado viz

Cirominions, o voto impresso e a falta de apreço pela democracia

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A esquerda tem um Bolsonaro para chamar de seu e ele atende pela alcunha de Ciro Gomes. Aliás, não me surpreenderia se o PDT o indicasse como candidato a vice na chapa do postulante à reeleição e o emplacasse. Digo isso porque Ciro endossou a fala do presidente do partido, Carlos Lupi, a uma das bandeiras bolsonaristas: o voto impresso. Dessa forma, eles põem em dúvida o sistema eleitoral brasileiro, cuja segurança é comprovada e, ao contrário do que pregam os bolso e cirominions, as urnas eletrônicas são, perfeitamente, auditáveis. https://twitter.com/cirogomes/status/1398262858417414150?s=20 Dispensa falar que o voto impresso seria um retrocesso sem tamanho, pois, fortalece o voto de cabresto, ao passar para o eleitor a sensação de que seu voto pode ser visto pelo coronel com

Não têm bicicletas? Que andem de moto!

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Todo ano é uma peleja para dar aumento aos aposentados do INSS. Alega-se que a Previdência está quebrando, fala-se em crise fiscal, prega-se medidas e uma reforma administrativa que proíbem aumento de salário, ascensões na carreira e novas contratações. Não tem dinheiro para valorizar servidor público, a não ser que você seja militar da reserva ou servidor federal aposentado que ocupe cargo de comissão, graças a uma portaria do Ministério da Economia que autoriza essas duas castas a receberem salários acima do teto constitucional, hoje em R$ 39,2 mil. Em plena pandemia e numa situação de agravamento da pobreza e da miséria, a mudança beneficiar, por exemplo, ministros do governo federal, e o próprio presidente Jair Bolsonaro. Esta regra já está em vigor e já há projetos de parlamenta

Matar e morrer resolve alguma coisa?

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Investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro identificaram a movimentação de R$ 1,2 bilhão pelo PCC com o tráfico de drogas, segundo reportagem que li no Correio Braziliense. Pergunto: essa grana toda fica no morro, com aqueles pretos que morrem nas mãos do Estado e são condenados pela sociedade moralista cristã antes mesmo de terem seus nomes revelados? Por que na maior apreensão de fuzis da História do Brasil, na casa do vizinho de Bolsonaro, a ação da polícia foi discreta e ninguém saiu com, ao menos, um arranhão? No Jacarezinho, foram 28 mortos, incluindo um policial, que foi enviado a serviço para morrer, a mando do patrão (governo). O sistema é podre. Maus políticos, pastores, magistrados e até policiais ganham muito com a venda de drogas, mas, para a sociedade, só

Seria Manaus o nosso campo de experimentos nazistas?

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Se as declarações do vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho (sem partido) à Folha de S. Paulo forem comprovadas, é fato: o governo do extremista de direita Jair Bolsonaro repetiu experimentos nazistas no Brasil. Segundo ele, o alinhamento do governador Wilson Lima (PSC) com o presidente transformou Manaus em um laboratório gerador da nova cepa de Covid-19. Como resultado, milhares de pessoas morreram, assim como nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Os políticos cristãos queriam provar que a tal da imunidade de rebanho seria a saída para combater o novo coronavírus. Seria uma forma de conviver com a doença sem “prejudicar a economia”. Olhem no que deu. Enquanto a ciência e as nações que deram certo mostram que a vacinação e o isolamento social

Doente e com fome, o Brasil perece

Blog, Wagner Melo
Os telejornais voltaram a dar aquelas notícias que há tempos não via: pessoas passando fome aos montes, recebendo alimentos de doadores. Isso é reflexo de uma dura e triste realidade. O Brasil voltou ao mapa mundial da fome. Isso era previsível, pois, o povo, iludido, escolheu um projeto neoliberal para a Nação. Ou seja, optou pela concentração de renda e de exploração dos mais vulneráveis, que é inerente a este modelo de sociedade. A pandemia só fez acelerar o processo, que poderia ser minimizado caso no mais alto cargo do país houvesse um estadista com visão social. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), quando a fome alcança patamar acima de 5% da população, o país começa a aparecer no mapa da fome, criado pela entidade no início deste século. “O Brasil, desde

Vereador abre caixão lacrado para ‘provar’ que homem não morreu de Covid-19 e expõe desumanidade

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A era do espetáculo, sobrepondo-se à razão, está nos levando a um limite perigoso. Essa atração pelo grotesco, concretizada com a eleição de blogueirinhos imbecis, está despertando o inseto que existe em certos humanoides. O negacionismo bolsonarista não tem cara, idade e, muito menos, partido político. Por isso, me espanta que um vereador filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) tenha protagonizado uma das cenas mais dantescas da história da humanidade. Em um vídeo, que viralizou, a besta abre o caixão de um idoso a faca, que estava lacrado, para “provar” que o homem não morreu de Covid-19. O nome dele é William Faria, de Santa Bárbara do Leste, município de Minas Gerais. Veja: Vereador abre caixão com facão para provar que homem não morreu de COVID-19https://t.co/P1PWO

Sem conhecer a verdade nós nunca nos libertaremos

Blog, Wagner Melo
"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará". Bolsonaro repete este versículo bíblico (João 32:8) como um mantra e parece acreditar mesmo nele. Tanto que, como não tem apreço pela liberdade, esconde a verdade do povo. Assim, acredita que o povo não se libertará da miséria e da falta de perspectiva que aflige as atuais e futuras gerações. A não realização do censo do IBGE é uma estratégia, um projeto. Ano que vem, haverá eleição e o governante não quer que a verdade sobre a realidade do país seja conhecida oficialmente. Não quer dar munição aos opositores. Se para o comitê eleitoral de Bolsonaro este "apagão" de dados é estratégico, para o país é catastrófico. Sem os dados do IBGE, como serão elaboradas políticas públicas? Como saber onde investir recursos públicos se a gente