1 de março de 2024Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Alagoas conta com rede assistencial do SUS para diagnóstico e tratamento do HIV

Além do teste rápido para detecção, serviços garantem aconselhamento, consultas e medicação

Além das ações de prevenção e do diagnóstico, o tratamento é assegurado nos Serviços de Assistência Especializada por meio da distribuição dos antirretrovirais. Foto: Carla Cleto / Ascom Sesau

O mês de dezembro é marcado pela cor vermelha, que representa a luta pela intensificação do cuidado sobre as medidas de prevenção contra o Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido pela sigla HIV.

Em Alagoas, a população conta com uma rede assistencial que assegura desde o diagnóstico precoce, até o acompanhamento das pessoas vivendo com a doença e a distribuição dos medicamentos, conhecidos como antirretrovirais.

O teste rápido para detecção do vírus HIV está disponível em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 102 municípios alagoanos e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs), onde além do diagnóstico, também são repassadas informações sobre a prevenção, como o uso do preservativo durante as relações sexuais.

Estas unidades estão situadas em Maceió, no Posto de Atendimento Médico (PAM) Salgadinho, Hospital Universitário e Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA). Já no interior, o serviço pode ser encontrado em Marechal Deodoro, União dos Palmares, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Coruripe, Delmiro Gouveia, Matriz do Camaragibe, Maragogi e Murici.

Ainda com relação à rede assistencial às pessoas vivendo com HIV, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com os Serviços de Assistência Especializada (SAEs), onde além de realizarem consultas com infectologistas, são disponibilizados os antirretrovirais. Em Maceió, eles estão situados no PAM Salgadinho, no HU, HEHA e na Clínica da Família do Jacintinho. Já no interior, os municípios de União dos Palmares, Arapiraca e Palmeira dos Índios contam com o serviço.

“Graças à rede assistencial, o SUS garante o diagnóstico, o acompanhamento médico e a entrega da medicação para as pessoas vivendo com HIV. Desse modo, asseguramos que as pessoas possam realizar o tratamento de forma eficaz, levando uma vida dentro da normalidade, uma vez que viver com o HIV não é uma sentença de morte, desde que as pessoas se cuidem”, salientou a gerente estadual de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis,  Waldineia Silva.

PrEP e PEP

Uma das formas de se prevenir do HIV é a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que consiste na tomada de comprimidos antes da relação sexual, que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV.

Já a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Ela deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio.

Série Histórica

Ao analisar a série histórica dos últimos dez anos, Alagoas registrou 6.541 casos da doença, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (SINAN/MS). Já com relação aos óbitos, foram 1.671 na última década, segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS).

Os dados mostram que no ano de 2013 foram contabilizados 152 casos da doença em Alagoas; em 2014 o número subiu para 360; em 2015 subiu para 484; em 2016 subiu novamente para 620; em 2017, subiu mais uma vez para 747; em 2018 subiu para 797; em  2019 o número reduziu para 769; em 2020 também teve uma redução para 491; em 2021 voltou a subir para 658 casos; em 2022 subiu para 681 e neste ano de 2023 também teve um aumento para 782 casos.

Sobre as mortes pelo vírus HIV, os dados mostram que em 2013 o Estado teve 146 mortes; em 2014 o número subiu para 157; em 2015 aumentou para 167; em 2016 reduziu para 160; em 2017 também houve redução para 153; em 2018 diminuiu mais uma vez para 140; em 2019 continuou em queda para 114; em 2020 o número voltou a subir para 137; em 2021 também subiu para 167; em 2022 aumentou para 169; e em 2023 diminuiu para 161.