Falar em anistiar quem tentou dar um golpe de Estado não é só polêmico, é perigoso. Hugo Motta, presidente da Câmara, disse que ainda não há decisão sobre a pauta, mas só o debate já mostra o tamanho do risco.
Dar perdão a quem atacou a Constituição cria um precedente catastrófico. É como dizer à sociedade: “Pode desrespeitar a lei, sempre vai ter alguém para perdoar”. Isso incentiva irresponsabilidade e desrespeito às regras.
Uma anistia dessas banaliza crimes graves. Golpe vira algo aceitável, erro vira desculpa, e a democracia sai perdendo. É um alerta claro de que o futuro não importa, porque sempre haverá perdão para os transgressores.
Além disso, esquecemos a história e perdemos a chance de aprender com os erros. Democracia não é só votar, é cumprir regras e responsabilizar quem erra. Perdoar golpe não reconcilia, só normaliza o intolerável.
O Congresso precisa escolher: ficar no gesto simbólico ou proteger de verdade a democracia. Se passar, será uma derrota para todos nós, uma mensagem de que o desrespeito pode valer mais do que a lei.














