
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cancelaram as sessões legislativas desta terça-feira (5) após a oposição obstruir os trabalhos em protesto pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
No Senado, parlamentares ocuparam a Mesa Diretora com protestos simbólicos, incluindo esparadrapos na boca, e exigem a pauta de impeachment contra Moraes e a anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Alcolumbre criticou a ação como “arbitrária”, defendendo “serenidade” e “diálogo”, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que mais de 12 senadores permanecerão no plenário “por tempo indeterminado” até negociações.
Na Câmara, Motta encerrou a sessão e convocou reunião com líderes partidários, reiterando que “decisões judiciais devem ser cumpridas”. A oposição pressiona pela votação do chamado “pacote de paz”, que inclui ainda fim do foro privilegiado. A crise ocorre simultaneamente às tensões nas relações Brasil-EUA sobre sanções comerciais.














