Onde o mundo vai parar em meio a idiotia explícita a acolher lideranças políticas fabricadas na intolerância e no ódio, em pleno culto às práticas de comportamentos da vida medieval?
É impossível não se indignar com a barbárie relativizada e sob aplausos. São casos de estupros de vulneráveis, incluindo crianças e adolescentes, violência contra as mulheres, feminicídios, entre outras aberrações, praticadas até por quem se diz de “Deus, da pátria e da família”. Isso, notadamente, virou um roteiro da boca para fora.
A estupidez é tamanha que há políticos eleitos que defendem os crimes e a impunidade. Muito pior os eleitores que sabem dessas práticas, veem, mas votam nas monstruosidades. O Brasil está cheio desses exemplos tristes de políticos e candidatos a superstar.
São as idiossincrasias de uma gente que se sente acima do bem e do mal, ao mesmo tempo. Assim, tenta atrair para seu bloco nefasto mais e mais adeptos a cada dia.
Nesse ritual, pelo mundo afora, há os que se sentem propriamente Deus. O bufão Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, por exemplo, chegou a condenar o Papa Leão XIV por ter feito uma oração pela paz mundial, em pleno período de Páscoa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Trump, ato contínuo, atacou o pontífice e ainda disse que “não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos’.
Logo em seguida fez pior: Publicou nas redes sociais uma ilustração na qual ele próprio aparece como se fosse Jesus Cristo.
Com uma túnica vermelha e branca, Trump cura uma pessoa, enquanto soldados aparecem flutuando no céu como se fossem anjos, ao lado de águias e de aviões de guerra. No desenho postado por ele, também estão uma criança em oração, uma enfermeira, a bandeira dos Estados Unidos e a Estátua da Liberdade.
Enquanto isso, seguem nas bandas de cá um bando de aloprados se enrolando na bandeira dos Estados Unidos e com boné de Trump na cabeça, cultuando o extremismo. Muitos, assumidamente, bolsonaristas.
Mas, como bem disse o jornalista Josias de Souza, no UOL: -Se algo a vida ensina é que a vida nada ensina ao bolsonarismo…














