21 de maio de 2024Informação, independência e credibilidade
Esportes

Torcedores do Boca são agredidos no RJ às vésperas da decisão da Libertadores

Grupo ligado à organizada do Fluminense ataca argentinos em Copacabana; A caminho do Brasil, líder de barra brava faz ameaça

Foto: Reprodução / Internet

Por Dyego Barros

Há poucos dias da finalíssima da Copa Libertadores, o clima é de tensão na cidade do Rio de Janeiro, com muitos torcedores argentinos que desembarcaram no país, para alentar o Boca Juniors, sendo perseguidos nas ruas da capital fluminense.

Na tarde de ontem (30/10), um grupo de bosteros, como são conhecidos os hinchas do ‘azul y oro’, foi atacado por cerca de 20 integrantes de uma organizada do Flu, na Praia de Copacabana. Alguns ficaram feridos e tiveram seus pertences roubados. Inclusive mulheres. Famílias, que não possuem qualquer vínculo com as uniformizadas do time de Buenos Aires, também não escaparam da ação dos agressores, que chegaram a se vangloriar do ato covarde nas redes sociais, registrando parte dos materiais subtraídos durante o ataque.

Nestes mesmos canais de comunicação, os tricolores chegam a interagir com membros de organizadas de outros clubes brasileiros, sugerindo que a ofensiva contra os visitantes do país vizinho é motivada pelos inúmeros casos de racismo vistos em estádios argentinos ao longo da competição.

O incidente repercutiu na imprensa argentina. Bastante conhecido dos brasileiros, o diário ‘Olé’ classificou o episódio como “vergonhoso” e trouxe depoimentos de torcedores bosteros que estavam no local no momento das agressões. Um deles afirmou que os cariocas “vieram com cadeiras de praia para arrebentar-lhes a cabeça”. Destacando, ainda, que a polícia não os ajudou, embora tenha sido acionada.

Em uma das caravanas que está a caminho do Brasil, Rafael di Zeo, um histórico líder da barra brava La 12, alertou que o comboio dos hermanos está preparado para entrar em guerra com os donos casa. Rafa di Zeo, como é conhecido, já esteve preso em mais de uma ocasião na Argentina por acusações que envolviam brigas, sequestro e até assassinato. Depois de passar um longo período proibido de frequentar estádios por determinação judicial, o polêmico torcedor de 61 anos pôde retornar às arquibancadas da mítica Bombonera recentemente.

Histórico líder de La 12 sugere clima de guerra em decisão da Libertadores

Invasão hermana?

Segundo a cônsul argentina no Brasil, Ana Sarrabayrouse, aproximadamente 100 mil argentinos deverão chegar ao Rio de Janeiro até sábado (04/11), data do duelo decisivo. Apesar de a cota de ingressos destinada aos torcedores do Boca não ultrapassar a carga de 20 mil. Se essa estimativa se confirmar, as autoridades locais terão bastante trabalho para conter os ânimos e evitar cenas de violência nas imediações do Maracanã.