
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22) por decisão do Supremo Tribunal Federal, atendendo a pedido da Polícia Federal. A detenção, ocorrida por volta das 6h, caracteriza-se como medida cautelar e não como início do cumprimento da pena de 27 anos de prisão a que foi condenado em setembro por crimes contra o Estado Democrático.
Bolsonaro foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal, onde permanecerá em uma sala de Estado, um espaço reservado para autoridades de alto escalão. A prisão foi fundamentada na necessidade de “garantia da ordem pública”, conforme informou a PF em nota oficial.
Na última semana, aliados de Bolsonaro passaram a convocar campanhas de conscientização e manifestações contra a prisão do ex-presidente. O filho senador, Flávio Bolsonaro, chegou a convocar umavigília em frente ao condomínio em que Bolsonaro cumpria prisão domiciliar e a PF passou a temer problemas diante de aglomerações.
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Curiosamente, a defesa de Jair Bolsonaro pediu nesta sexta-feira (21) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar.
O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília. Aliados dizem que ele não pára de soluçar.
A decisão ocorre após a fuga do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) para os Estados Unidos. Ramagem, condenado no mesmo processo por participação na tentativa de golpe de Estado, havia obtido autorização da Câmara para votar remotamente de Miami, levantando preocupações sobre possíveis tentativas de evasão de outros investigados.














