16 de junho de 2024Informação, independência e credibilidade
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Centrão com Alckmin: a velha política do fisiologismo e da chantagem

Bloco preparado há 30 anos para fazer a política do “ou dá ou desce”

Do ponto de vista de mudanças reclamadas por grande parte da sociedade brasileira no campo político, a partir do Palácio do Planalto, passando principalmente pelo Congresso Nacional, a candidatura do tucano Geraldo Alckmin (PSDB) nada fará.

O desenho ficou pronto depois da aliança de Alckmin com o Centrão. Para clarear: O Centrão é o mesmo bloco político que hoje sustenta no Planalto o governo de Michel Temer (MDB). O mesmo bloco que arquivou dois processos de impeachment contra o presidente,  após denúncias da Procuradoria Geral da República.

Centrão: agora é tucanear

Ou seja, trata-se de um grupo político que há mais de 30 anos faz o jogo do “toma lá, dá cá”, na base da chantagem. Quer dizer, “ou dá ou desce”.

Para esclarecer ainda mais: Esse grupo, que agora vai sustentar a candidatura do PSDB, ganhou mais evidência no Congresso Nacional em 2015, quando se aliou ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ), hoje preso pela Lava Jato.

Os partidos do bloco e seus deputados formaram a base que permitiu a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

Trata-se especificamente de um bloco de partidos médios de centro-direita, dedicado ao fisiologismo político, com poucas figuras de destaque na política nacional, mas com peso no Congresso e poder de influência no governo de qualquer presidente da República.

E mais: seus membros são alvo de escândalos que vão do mensalão à Lava Jato.

Em suma: se alguém prega e defende uma nova política, com quebras de paradigmas e referências marcantes no campo ético, seguramente não terá nesse bloco agora unido a Geraldo Alckmin.

O mais lamentável de tudo isso é que, à essa altura do campeonato, o brasileiro olha de um lado a outro e não vê nenhuma luz no fim do túnel.

Triste demais.