A denúncia do vereador Leonardo Dias (PL) sobre a venda de agendamentos no CadÚnico revela uma realidade inaceitável: pessoas em situação de vulnerabilidade sendo obrigadas a pagar para ter acesso a benefícios sociais essenciais, como o Bolsa Família. Essa prática, que ele define como “comércio de miséria”, não é apenas ilegal, mas profundamente desumana.
É inadmissível que, em Maceió, cidadãos que dependem do auxílio do Estado para garantir alimentação e dignidade sejam explorados por intermediários que lucram com sua necessidade. O problema persiste mesmo após promessas de ampliação do atendimento, mostrando que medidas pontuais não são suficientes.
A SEMDES precisa agir com urgência. Publicar uma portaria proibindo o atendimento de CPFs que não correspondam às pessoas agendadas seria um passo essencial para coibir a intermediação e garantir que os benefícios cheguem a quem realmente precisa.
Não se trata apenas de corrigir falhas burocráticas, mas de proteger direitos básicos e combater uma prática que explora a vulnerabilidade de milhares de famílias. Ignorar essa situação é compactuar com a exploração de quem mais precisa do Estado.














