Compra-se um mandato: como manda a tradição familiar no Estado

Do litoral ao sertão há muita gente de sobrenome famoso correndo de mala na mão

Na guerra eleitoral deste ano há gente afobada correndo do litoral ao sertão com a placa ou a mala oculta com as inscrições compra-se um mandato parlamentar.

Outros, sequer saem de casa. Estão tranquilos. Isso por que as malas já aportaram nos destinos escolhidos e serão devolvidas exatamente no dia das eleições, como de praxe. Negócio de porteira fechada.

Há velhos e novos nomes nessa empreitada pelo voto. Na eleição passada, houve candidato com cara de moço bom que se elegeu a um custo além de R$ 10 milhões, obviamente não declarados à justiça eleitoral, considerando que os mecanismos de compra de votos até hoje passam ao largo do processo de fiscalização das autoridades competentes.

Há nomes novos carimbados. Filhos e filhas de políticos tradicionais, com seus carros enfeitados por adesivos de toda ordem e que circulam nas praias do litoral norte, nas vielas da zona da mata e entre as caatingas sertanejas.

Nomes que já são apontados hoje como eleitos e todos sabem o porquê. Isto é, quase todos.

No ritmo das eleições

Se esses costumam se eleger sem nenhum incômodo das autoridades fiscalizadoras tem uma razão de ser.

O certo é: Quem estiver pensando em uma disputa justa e numa renovação “verde e amarela”, aqui ou no Oiapoque, vai continuar pensando por muito e muito tempo mais.

Afinal os eleitos serão praticamente os mesmos.

Nas bandas de cá, mandato eletivo é um negócio familiar.

Com raríssimas exceções.

 

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