2 de março de 2024Informação, independência e credibilidade
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Considerado: Carneirão quis comemorar golpe, quase mata Santeiro e leva invertida de Batoré

Neto da Baronesa, sexóloga do Brejo Grande, achou de beber o uísque que o genrinho pegou na casa do sogrão e deu-se a confusão

Genrinho levou o uísque da discórdia…

Sexta-feira, 31 de março, dia em que os saudosistas costumam comemorar o golpe militar de 64, responsável por uma ditadura de mais de 20 anos no País, “Carneirão Zabumba” chamou alguns amigos da Turma do Gabiru para “happy hour”, no Grutinha, seu boteco preferido na Gruta de Lourdes, Maceió.

Os amigos chegaram batendo continência uns para os outros. A maioria só vestiu farda no grupo escolar. Mas, ainda assim chegaram  “mitados”, ou quem sabe, “judiados” com o resultado eleitoral nacional do ano passado.

Continuam no chororô e num “mimimi” desenfreado. Dedos nervosos, no WhatsApp, disparando fakes nas bolhas comuns para alimentação do ego e elevação de um sonho da volta da ditadura.

Perfilado em pleno bar, Carneirão foi recebendo os amigos. Ao seu lado, Davan Tonelada (Ton), anotando os nomes de todos e colocando uma cifra ao lado de cada inscrição, para não esquecer a coleta no final do encontro. Normalmente, cada um paga a sua conta, mas a cobrança do Ton sempre chega.

Ele justifica que é uma coleta de gratificação para o garçom ou garçonete da ocasião. Mas, geralmente, acaba em confusão. Há sempre alguém para duvidar da boa intenção do Tonelada. Ele, no entanto, abafa o caso.

Avessos à ditadura e ao golpe militar, Considerado e o amigo Batoré, também foram ao encontro. Lá já estavam o Sargento Garcia, Braço de Pistola, Fumacê, Empreiteiro O.S. (Orçamento Secreto), Oio de Kombi, Moto Serra, Rui Caceteiro e Santeiro, bisneto da Baronesa do Brejo Grande, famosa em outros tempos como a primeira “sexóloga coaching” da cidade de Penedo.

Santeiro havia prometido levar pitus do rio São Francisco para o encontro da turma e chegou sem nada. Carneirão já o olhou atravessado. Não lhe disse absolutamente nada, mas cochichou com Davan Tonelada, que logo emendou:

– Santeiro, cadê os pitus?

De imediato o ex Cartola do Penedense ironizou: -Toinho, traz uma dose de pitu para o amigo aqui.

Tonelada irritou-se assumindo a ira do amigo Carneirão Zabumba. -Oh seu boi, estou falando dos pitus do rio que você prometeu e não trouxe. – Protestou.

Com a cara de quem não estava nem aí para a pendenga, Santeiro retrucou: -Se não lhe prometi, não devo nada.

Considerado tentou amenizar a tensão: -Acho que ele pediu a algum penedense para tanger os pitus, desde a foz do rio, no Peba, até aqui.

-Eitaaa! Acho que quando passaram na ponte do Gunga, eles mergulharam e foram para a lagoa do Roteiro. – Disparou Aires de Brito Santos, advogado.

Carneirão não gostou da conversa sem graça e pediu para que todos brindassem ao encontro, como forma de unidade. Mas, só na cachaça.

Foi aí que o genrinho de Carneirão, trajado de calça verde e camisa amarela, entrou em cena e lhe entregou um litro de uísque Old Parr. “Tá aqui, meu sogro”! O velho homem da Zabumba olhou para ele e perguntou: – Mas o que é isso? O genro esclareceu: -Eu peguei na sua casa e trouxe para o senhor brindar com os amigos.

Carneirão se coçou todo e estourou: -Quem porra mandou você mexer no que não é seu? – Calma meu sogro, foi só uma cortesia. -Disse o jovem.

-Cortesia com “o” dos outros é um caralho! – Protestou o rei da zabumba, mestre do ritmo nas rodas de samba.

Mas, mal o litro foi colocado na mesa, Santeiro pegou, tirou o lacre, abriu e encheu o copo. Rui Caceteiro olhou o amigo – desde os tempos do fisco – e fez uma cara de censura.

Ato contínuo, Santeiro meteu a mão no gelo reservado para vodka do Ton e mergulhou no copo. Todos os olhares se voltaram para ele. A essa altura Carneirão fumaçava feito torturado no pau de arara, armado pelo Brilhante Ustra, na ditadura militar.

Félix Vic, o promoter, tratou de incendiar o clima, iniciando assim a verdadeira revolução: -Porra Carneirão, esse cara chegou agora, não trouxe os pitus, mas já abriu o uísque  que o “genrinho” lhe deu.

-O genrinho me deu uma porra. Aqui eu estou sendo roubado!

-Mas o uísque é para beber ou não é? – Retrucou Santeiro.

Carneirão no limite do estresse, quase infartando, se levantou e rebateu:

-Santeiro, filho da puta, vou lhe dar uma porradas. Você está acostumado a usar o que é dos outros…

-Não senhor, eu só uso o que é meu e um uísque quando é para todos.

-Quem foi que disse que é para todos?

-Seu genrinho…

-Você só podia ser mesmo bisneto daquela rapariga do brejo…

-Respeite minha bisa!

-E eu vou respeitar aquela quenga!

-Oh genrinho, leve seu sogrão para casa… Esse boi.

-Gente, vamos ter calma, somos todos amigos, Carneirão… – Ponderou Aires de Brito (vulgo Batoré).

-Calma o quê? Batoré…

Batoré é a puta que lhe pariu e o corno que lhe amassou velho das gaias tortas!