18 de abril de 2024Informação, independência e credibilidade
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Datafolha comprova: a facada saiu pela culatra

O Inominável faz gesto de arma no leito do hospital: melhore, cara!

Por Wagner Melo, jornalista

A facada saiu pela culatra. A última pesquisa Datafolha mostra que a maioria do eleitorado brasileiro não é besta. Tentando tirar proveito da própria tragédia, o Inominável e suas remôras viram a intenção de votos aumentar míseros 2% (de 22% para 24%), ou seja, dentro da margem de erro, noves fora: nada.

Mas o motivo de orgasmo vem na rejeição do Mico, que subiu de 39% para 43%. O levantamento, feito no dia 10 de setembro, ouviu 2.804 eleitores em 197 municípios. A agressão ao “mito indestrutível”, que o deixou debilitado e fora da campanha, ao menos no 1º turno, é lamentável.

No dia em que aceitarmos as eleições definidas à bala e à faca, é melhor tirarmos as roupas, pegar a flecha e voltarmos para a floresta. Mas, o Inominável não pensa assim. Na semana anterior ao atentado, simulou estar atirando com uma arma pesada e defendeu que os “petralhas” deveriam ser fuzilados.

O episódio da última quinta-feira é uma infeliz prática daquilo que ele tanto prega e acabou se tornando vítima. Espero que amadureça, porém, a esperança é pouca. O “costas ocas” já estava na UTI postando foto na qual simula ter uma arma em punho. Oremos por esse espírito obsessor.

No retrovisor, enxerga-se uma alta probabilidade de, no segundo turno, termos um candidato do campo progressista. Os quatro que estão praticamente empatados (considerando a margem de erro da pesquisa) no segundo lugar são Ciro Gomes, com 13% das intenções de voto; Marina Silva, com 11%; Geraldo Alckmin (você, não!), com 10%; e uma surpresa: Fernando Haddad, do PT, dispara na reta final e alcança os 9%.

Dizer quem será o próximo presidente do Brasil é puro jogo de futurologia, está quase todo mundo embolado. Mas, se a pesquisa estiver correta um alívio: o Embuste perde até para um poste no segundo turno. Um viva à democracia!