Depressão e suicídios tendem aumentar após a pandemia, segundo OMS

Pesquisadora diz que as perdas de uma quarentena são emocionais, físicas e financeiras
Brasil tem hoje o maior número de pessoas com depressão no continente latino americano

As autoridades da Organização Mundial de Saúde (OMS) estão preocupadas com o avanço de casos de depressão e suicídios no mundo inteiro, diante do quadro desalentador da pandemia do coronavírus.

Os dados indicam que 330 milhões de pessoas no mundo sofrem com a depressão. Nesse contexto, estão inseridos 12 milhões de brasileiros. Segundo relatório da OMS, o Brasil é o País com maior número de casos na América Latina.

Essa situação, que ainda não despertou nacionalmente as autoridades da área de saúde, tem afetado consideravelmente a qualidade de vida da população, que sofre com transtornos, fobias e exacerbação da ansiedade. Tudo isso, segundo os pesquisadores no mundo, tende a aumentar  na e no pós pandemia.

A pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), professora Danielle Admoni, destaca que o  aumento de casos de depressão e suicídio pós-pandemia é um fenômeno observado historicamente em catástrofes naturais, como furacões, ou sanitárias, como foi com o ebola.

Para ela, no atual momento as  pessoas estão se cuidando em função da ameaça mortal do vírus do Covid-19. No entanto, afirma que  passada essa necessidade de sobrevivência, as fichas vão caindo, e aparecem concretamente as perdas de uma quarentena: emocionais, físicas, financeiras.

“Aí as pessoas se deprimem. Assim é esperado um aumento dos casos de suicídio”, diz ela, preocupada com a falta de postos de atendimento no País, para cuidar das pessoas afetadas pela depressão.

 

 

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