
Jornalista, pensador e resistente contra a ditadura militar de 64, que perseguiu e matou profissionais de imprensa por não concordarem com o regime imposto, o saudoso Cláudio Abramo dizia que “o jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter”.
Alagoas formou uma geração de profissionais que atuaram com o necessário respeito ao exercício profissional e o devido reconhecimento da sua função social.
Essa, no entanto, é uma geração que cada vez mais rara. O jornalismo adentrou em outras vertentes, nas quais ética na profissão, luta e coragem de dizer sobre os desmandos rotineiros de autoridades e exibicionismos de poderosos faz uma falta imensa.
É algo como assistir alguém jogar veneno para matar um simples pé de araçá e não lhe imputar a devida responsabilidade pelo malfeito.
Há, em Alagoas, sobreviventes de uma geração de luta e coragem. E há também jovens talentos que seguem atentos no caminho do livre e determinado exercício da profissão, como bem aprenderam nos bancos das universidades. Que entendem e praticam o jornalismo como a alma do ser, questionando e interpretando a vida e a sociedade.
E são essas pessoas que, não raras as vezes, são intimidadas, perseguidas e ameaçadas por vultos intolerantes, recheados de ódio, mas ao mesmo tempo covardes.
Vultos como os que agora ameaçam o nosso maior ícone da imprensa alagoana, o companheiro jornalista Ricardo Mota, que se mantém firme, diariamente na trincheira de luta, combatendo as injustiças e na defesa de uma sociedade livre e de bem.
Quem ameaça desafina e sabe o porquê. Mas, vamos seguir juntos contra os tresloucados que cultuam o mundo arrogante e hostil.














