16 de abril de 2024Informação, independência e credibilidade
Mundo

Em fila por comida, Israel mata mais de 100 palestinos e fere centenas com drones e tanques

Civis se aglomeraram em torno dos caminhões de ajuda recém-chegados para conseguir comida, quando tanques e drones israelenses começaram a disparar

Mais de 100 pessoas e 760 ficaram feridas depois que tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) abriram fogo enquanto civis palestinos se reuniam em torno de caminhões de ajuda alimentar, de acordo com o Ministério da Saúde palestino em Gaza.

Os civis estariam se aglomerando em torno dos caminhões de ajuda para conseguir comida, quando tanques e drones de Israel começaram a disparar contra as pessoas.

“Esta manhã, durante a entrada de caminhões de ajuda humanitária no norte da Faixa de Gaza, os residentes de Gaza cercaram os caminhões e saquearam os mantimentos que estavam sendo entregues”. Nota da FDI.

A Oxfam International condenou o ataque em uma publicação no X (antigo Twitter), dizendo que foi uma “grave violação das leis humanitárias internacionais e da nossa humanidade”.

Em entrevista à CNN, um oficial israelense disse que as tropas das FDI usaram fogo contra as pessoas que cercavam o caminhão de ajuda enquanto “a multidão se aproximava das forças de uma maneira que representava uma ameaça às tropas, que responderam à ameaça com fogo real”. “O incidente está sob revisão”, concluiu.

Hospitais

Os caminhões de ajuda tentaram escapar da área, atropelando acidentalmente outros e causando mais mortes e feridos. Amjad Eleiwa, no pronto-socorro do Hospital Al Shifa, disse que 40 das pessoas mortas chegaram ao hospital.

Já Hussam Abu Safiya, do Hospital Kamal Adwan, disse que outros 10 indivíduos mortos chegaram ao hospital, enquanto o Hospital Al Awda, em Jabalya, confirmou a chegada de outros três indivíduos mortos.

O número de mortos e de feridos deverá aumentar, já que muitos corpos e pessoas ainda estão nas ruas, com ambulâncias lutando para chegar aos necessitados porque os escombros estão bloqueando o caminho, disse Ahmad Abu Al Foul.