16 de abril de 2024Informação, independência e credibilidade
Maceió

Em meio a guerra judicial, a Parada Gay ganha e desfila na orla de Maceió

A multidão ganhou a orla com a participação de 3 trios elétricos, mas com as luzes de natal da orla apagadas

Demorou, mas a Parada Gay saiu na orla da Ponta Verde, após às 20h.

Em meio a uma guerra judicial, recheada de liminares, a Parada Gay de Maceió aconteceu do Marco dos Corais até o estacionamento de Jaraguá. O desfile ocorreu com as luzes de natal da orla apagadas.

A briga judicial só fez atrapalhar as expectativas de grande parte do entorno dos moradores da Ponta Verde que foram contra a realização do evento.

Diante da briga, os organizadores do evento ganharam tempo concentrados em frente ao Marco dos Corais, tocando músicas em alto e bom som com bandas em três trios elétricos das 14h até o início da noite, enquanto o Grupo Gay de Alagoas (GGAL) buscava a autorização para o desfile, que não teve, inicialmente, o apoio da Prefeitura de Maceió.

O desfile com 3 trios elétricos reuniu uma multidão na avenida

A princípio, o município alegou que a parada não poderia acontecer no trecho da orla fechada por causa da programação natalina e que, mediante uma determinação da Justiça, o evento deveria seguir o trajeto da Praça Sete Coqueiros até o estacionamento de Jaraguá.

O presidente do GGAL e Guardas Municipais chegaram a ir até a Central de Flagrantes onde Nildo Correia registrou um Boletim de Ocorrência contra a Prefeitura. Em nota, o município informou que ele foi conduzido até a Central. Nildo disse que não foi preso.

Como pano fundo esteve sempre a briga política, considerando que a Parada Gay teve o apoio da Secretaria de Cultura do governo do Estado.

A Parada Gay desfilou pela orla de Maceió graças a uma liminar da justiça, assinada pelo juiz  de plantão convocado pelo Tribunal de Justiça, Hélio Pinheiro Pinto.