
Jair Bolsonaro, que admitidamente não entende nada de economia, criticou mais uma vez o indicador de desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim como há dois anos atrás, o Pnad Continua foi alvo de reclamações do presidente, que não está feliz com os números apresentados.
“Estamos criando empregos formais mês a mês. Mas tem aumentado o desemprego por causa dessa metodologia do IBGE que atendia ao governo da época. No meu entender, é o tipo de metodologia errado. Pode mudar. É só ver o número de carteiras assinadas mês a mês. Saber se está aumentando e quantos estão na informalidade”. Jair Bolsonaro.
O presidente reagiu à taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro, a pior para o período desde o início da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2012: 14,2%.
São 14,3 milhões de brasileiros que estavam em busca de uma vaga no período, 200 mil pessoas a mais do que no trimestre anterior, e 2,4 milhões de pessoas a mais do que no mesmo trimestre de 2020, antes do início da pandemia.
E segundo o especialista, está tudo errado. Bolsonaro acredita que o aumento está relacionado aos trabalhadores informais que perderam o “ganha-pão” por causa da pandemia, passaram a procurar emprego formal e agora são considerados desempregados, de acordo com a metodologia do IBGE.
“Vendiam churrasquinho de gato, água mineral no sinal, um biscoito na praia, um sorvete na arquibancada de futebol. Não tem mais como catar latinha por aí, procuraram emprego”. Jair Bolsonaro.

Segundo o presidente, são criados empregos formais mês a mês e o desemprego aumenta por causa da metodologia do IBGE. Em tempo: O IBGE suspendeu a realização do concurso que previa a contratação de agentes temporários para a realização do Censo 2021.
A pesquisa demográfica tem como objetivo coletar informações de mais de 70 milhões de domicílios, visitando todas as cidades do país.
Para a realização da pesquisa, o IBGE previa 204 mil vagas. Porém, com corte de mais de 90% na verba prevista, o instituto anunciou nesta terça-feira (6) a suspensão das provas.














