19 de maio de 2024Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Ex-paciente volta ao HGE para agradecer aos profissionais por ter salvo a sua vida

Adelmo Sobrinho sofreu uma embolia pulmonar, esteve internado na UTI e hoje vive normalmente com a sua família

Adelmo Sobrinho voltou ao HGE para agradecer os cuidados que recebeu quando precisou. Foto: Thallysson Alves / Ascom HGE

Foi em um piscar de olhos. De uma festa com os amigos para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. Esse foi o baque de Adelmo Basílio dos Santos Sobrinho, de 51 anos, que em 2016 precisou dos serviços da maior unidade de Urgência e Emergência de Alagoas e teve a sua vida salva. Oito anos depois, ele retorna para cumprimentar e agradecer aos profissionais por toda a dedicação e cuidado que recebeu.

Tudo começou de um cansaço tido como estranho, mas que foi negligenciado inicialmente. Adelmo era solteiro, tinha uma vida sem grandes responsabilidades, gostava de sair com os amigos e foi em um desses passeios que ele começou a se sentir mal. Sem buscar atendimento médico, optou em ir para a cama descansar. Parecendo, de alguma forma, adivinhar que algo de ruim estava para acontecer, ele escreveu perto da cabeceira da cama: “Deus está comigo”.

“A partir daí não lembro de mais nada, só quando acordei na UTI. A minha mãe me disse que pediu ajuda ao meu irmão, que chamou o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência]. Acho que eu estava tendo alguma convulsão, algo assim, não souberam explicar. Eu só sei que acordei na UTI do HGE confuso, mas lembrando de toda a minha vida antes de me deitar na cama. Na época, os médicos disseram que poderia ser um milagre, pois o meu quadro era muito grave”, recordou Adelmo, que mora em Delmiro Gouveia com sua esposa e dois filhos.

O agora pai de família afirma que foi diagnosticado com Embolia Pulmonar “Maciça”, uma condição que ocorre quando um coágulo sanguíneo (trombo), formado em alguma parte do corpo, geralmente nas pernas, se desprende e migra pela circulação até os pulmões. Lá ele se aloja em uma artéria, dificultando, e até impedindo, a irrigação sanguínea. Se a doença não for logo tratada adequadamente, ela pode ser fatal.

“Quando há presença de sintomas, os sinais mais comuns da embolia pulmonar incluem a falta de ar que aparece de repente, acompanhada de dor torácica. Além disso, o paciente sente dor no peito aguda ao inspirar profundamente, dor no peito ao tossir ou se inclinar, tosse seca com expectoração de sangue, e palpitações no peito”, pontuou o médico pneumologista Luiz Cláudio Bastos.

Desde a alta hospitalar, que ocorreu após 30 dias de internamento na UTI, ele nutriu um sentimento progressivo de gratidão pela assistência feita por todos os profissionais, pois avalia bem a sua recuperação, que não resultou em sequelas. No entanto, a falta de tempo o impediu de registrar esse seu sentimento de forma mais oficial, o que teve fim nesta semana quando visitou o HGE e descreveu a sua história na Ouvidoria.

“Se o HGE não tivesse salvo a minha vida, eu não teria casado, eu não teria dois filhos, eu não estaria correndo em vaquejada, eu não teria tantos momentos importantes que aconteceram após a alta médica. Hoje eu sou um homem bem de saúde, restaurado. Eu só tenho a agradecer a Deus, primeiramente, e a esse hospital maravilhoso que cuidou super bem de mim, acreditou na minha recuperação e hoje estou aqui para contar história”, concluiu Adelmo.