15 de agosto de 2022Informação, independência e credibilidade
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Falta do que fazer ou pra não perder a mamata, general quer eleição em cédula de papel

Isso é mais que uma sangria desatada dos atores do Planalto contra as urnas eletrônicas

A contagem de votos nos anos 90. A cédula de papel como estrela do processo

Ou é falta do que fazer, ou um desespero danado passou a bater na cúpula do governo Bolsonaro, ao ponto de o Ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, defender publicamente uma eleição paralela com cédulas de papel.

Se não for nada disso pode se atribuir também a velha mamata, antes condenada, e que hoje caiu no colo de cerca de 6 mil militares – entre eles generais e outros – que assumiram cargos de civis dentro da estrutura do governo.

Mamata, portanto, ninguém quer perder. Com patente ou sem ela.

Daí essa sangria desatada dos atores do Palácio do Planalto contra as urnas eletrônicas, a atacar a justiça eleitoral e a anunciar que as eleições serão fraudadas, etc, etc…

Há uma orquestração com um diapasão disforme em permanente ataque a ministros do Tribunal Superior Eleitoral, que não dão ouvidos à histeria sinfônica do governo contra as urnas eletrônicas.

E aí o general da banda quer a todo custo militarizar o processo e trazer de volta votação em cédulas, sob os aplausos de pessoas nefastas.

Mas, vale lembrar aqui uma história dessa votação no passado:

Foi nos anos 90, quando as eleieções eram em cédulas de papel, levadas às urnas e em seguida apuradas, de acordo com um registro de mapas, que o então candidato a deputado federal, Jair Bolsonaro, foi denunciado no Rio de Janeiro por fraudes em sessões eleitorais.

Isso está nos registros da justiça eleitoral de lá.

Mas, quem tinha idade para votar nessa época, sabe muito bem como muitos políticos tinham seus nomes inseridos nos mapas dos eleitos, após as conturbadas apurações em ginásios de esportes pelo País afora.

Aliás, a briga dos candidatos era para ver quem indicava mais gente para a apuração e para fechar o mapa dos eleitos. Isso valia ouro…

Depois das urnas eletrônicas, o eleitor passou a respeitar o sistema eleitoral.

Agora, Bolsonaro e bolsonaristas querem a cédula de papel de volta.

Por que será?