2 de março de 2024Informação, independência e credibilidade
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Gato fake no bar do Manguito e Considerado ‘doidão’, sem morfina, nem cocaína

Mas quem queria mesmo ficar de barato era a vó Nildinha…

Tudo doidão: sem gato, nem cocaína

Considerado pegou as vestes alvirrubras e procurou um boteco neutro para assistir, pela TV, ao jogo do CRB e Botafogo de Ribeirão Preto (SP), neste sábado, 29 de abril.

Saiu de casa animado. A cada azulino que encontrava no caminho, ele provocava: -Solta o Galo!

Não quis saber de ir ao bar do Lula Manguito, nem do Grutinha e muito menos do Gabiru, nas imediações do Aldebaran, em Maceió, onde costumam frequentar velhos conselheiros azulinos, liderados por Purê Azedo, Davan Tonelada e o Pastor neopentecostal, homem amante do agronegócio e agora pré candidato prefeito de uma sofrida cidade da região norte.

Considerado, trajado como estava, se fosse ao Bar do Gabiru seria torturado psicologicamente pelos azulinos, ainda chocados com as derrotas sofridas para o Galo, entre outras histórias mais que o mundo político e social da atualidade bem conhece. Muito mimimi e chororô.

Foi então ao Bar da Gil, no Poço, ambiente bom, mas que, raramente, frequenta. E quando vai é sempre sozinho. Não estava para encarar provocações. Os tempos andam estranhos.

Ele soube que o amigo Batoré quase leva uma surra do Lula Manguito e do filho dele por conta de uma fake news.

E é isso. Notícia falsa só serve para encrenca entre amigos, ou para políticos com interesses escusos que sonham com o poder perpétuo. Bem como para aqueles revoltados, depois que perdem a famosa “mamata”.

Mas, a história da briga é que uma equipe da antiga Ceal, hoje empresa privatizada, foi ao bar do Manguito para colocar um quadro de medição novo, moderno, a pedido dele e do filho “Dudu”. Silenciosamente, Batoré fez a foto da equipe trabalhando e logo postou no grupo do Gabiru, sugerindo a inspeção de um gato.

Foi então a gota d’água para o Manguito subir no salto e partir para rachar a cabeça do amigo “Babá” com um cabo de vassoura.

-Meu Deus do céu. Pare com isso, Zé Luiz. – Reagiu dona “Terinha”.

-Pare o quê, mulher, você não viu que ele mentiu?

-É isso mesmo, mãe, isso é palhaçada. -Reagiu Dudu.

Mulher de bom senso e tranquila, ela contornou a situação, para evitar um mal estar maior entre amigos, clientes e chegados.

Mas, ainda assim, perguntou: – Por que você fiz isso, compadre?

-Olhe comadre eu fiz só uma brincadeira no grupo, por que lá o pessoal costuma dizer que aqui é “o bar da fofoca”.

-Minha nossa… Quem é que anda com essa conversa sem graça?

-Ah, comadre, é todo mundo: O promoter Vic-vip, o Caceteiro, o Tonelada, Braço de Pistola, Carneirão, Pastor, o Pequeno Pônei e até o Gabiru.

-Olhe Luiz, faça de conta que a gente colocou um gato e quando eles vierem beber aqui você já coloca a solidariedade de cada um deles na conta.

Enfim, outro rolo vem por aí para os amigos do Considerado.

Mas, no Bar da Gil o jogo do Galo seguia equilibrado, embora o Considerado já demonstrasse uma impaciência sem fim. Afinal o seu time do coração perdia por 1 a 0, resultado do primeiro tempo. No segundo, ele quase tem um infarto. O CRB tomou mais dois gols.

-Time de corno! – Gritou bem alto na mesa do canto, e atraiu olhares fulminantes de uma turma de regatianos que assistia ao jogo em uma mesa afastada.

Foi aí que ele percebeu que era hora de partir, para não ser partido ao meio pela idiotice ampliada em ambiente onde era um total desconhecido.

Chegou em casa puto da vida, embriagado e mal humorado. Dona Nildinha vendo o estado deplorável do neto, partiu para a terapia doméstica:

-Que foi que houve meu filho?

-Foi nada não, vó.

-Como não, você chegou com a cara de doidão.

-Bebi cerveja mesmo.

-Com aqueles seus amigos?

-Não senhora, estava sozinho.

-Então o que houve, foi preso, prestou algum depoimento?

-E por que eu iria preso?

-Sei lá se você tomou morfina, Considerado?

-Que história de morfina, vó!

-Com essa cara de doidão, sei não…

-Que porra é essa de morfina?

-Igual aquele ex que foi depor na Federal e disse que postou fake news, por que tomou morfina…

-É um mentiroso, vó. Morfina não dá barato não, dona Nildinha; é a cocaína que faz vê estrelas…

-Ah como eu queria agora um barato com morfina, cocaína ou outras “inas”…

-Então ligue logo para o Zé Fumacê que ele resolve seu problema.

-Que nada. Aquele lá arranjou um turco fake e agora só afina…