4 de dezembro de 2021Informação, independência e credibilidade
Política

General presidente do Clube Militar defende golpe contra CPI e ‘Poder das Trevas’

“Bastou a eleição de um Presidente que acredita em Deus para que todo o inferno se levantasse contra ele”, disse o militar que associa Lula às “Trevas”

O presidente do Clube Militar, general Eduardo José Barbosa, publicou na quinta-feira (28) uma nota com críticas e ameaças aos Poderes Legislativo e Judiciário, à oposição e à imprensa, em sua defesa ao governo Bolsonaro.

Curiosamente, a postagem aconteceu após agenda oficial do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, registrar dois encontros com militares da reserva no Rio, na sexta-feira e no domingo – Nettto é um dos ministros militares do presidente Jair Bolsonaro que foram se vacinar escondido.

Barbosa, em sua nota, disse que o Executivo, comandado por Jair Bolsonaro, é o único Poder a cumprir a Constituição e crítica a CPI da Covid, no Senado.

“O Poder Executivo, único dos três poderes que está sendo obrigado a seguir a Constituição a risca, que utilize o Art 142 da Constituição Federal para restabelecer a Lei e a Ordem. Que as algemas voltem a ser utilizadas, mas não nos trabalhadores que querem ganhar o sustento dos seus lares, e sim nos verdadeiros criminosos que estão a serviço do ‘Poder das Trevas’”. General Eduardo José Barbosa, presidente do Clube Militar.

Segundo o general as “trevas” são representadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teriam um “poder devastador”:

“No dia 27 de abril de 2021, instalou-se uma CPI no Senado, encabeçada por um senador cuja família foi presa recentemente por acusações de esquema de corrupção no Amazonas”, disse o general, que acredita que a CPI vai culpar o presidente por “aquilo que não o deixaram fazer”.

“Temos os ‘Marcolas e Fernandinhos Beira-Mar’ investigando a atuação da polícia. Se não conseguem inocentar o bandido de estimação, basta encontrar subterfúgios para anular processos Bastou a eleição de um Presidente que acredita em Deus para que todo o inferno se levantasse contra ele”. General Eduardo José Barbosa.

No mesmo dia da publicação, Braga Netto foi ouvido na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado e afirmou que não existe politização nas Forças Armadas. “Isso é uma ideia equivocada. Houve uma troca de ministros e, por uma questão funcional, houve troca dos comandantes”, disse ele.