Governo Bolsonaro e Centrão um casamento com plena comunhão de bens

Antes odiado, hoje se tem a escalada do bloco partidário que faz qualquer negócio pelo poder
E assim se deu um casamento feliz da “velha” com a “nova” política.

 

Ora vejam, quem diria…

Se há algo com cotação elevada dentro do Palácio do Planalto no Brasil de hoje é exatamente o Centrão, do deputado federal Arthur Lira (PP-AL).

O bloco político comandado pelo parlamentar alagoano é formado pelos partidos que reúnem as chamadas figuras do “baixo clero”, mas que não dão ponto sem nó.

Muitos são parlamentares das bancadas da bíblia, da bala e do boi (BBB). Outros nem tanto, mas, de apetite voraz, topam qualquer negócio.

Centrão navega célere pelos cargos da Esplanada no governo da “nova política”.

O Centrão, que os aliados e o presidente Jair Bolsonaro odiavam antes das eleições, era também condenado por ser “a velha política do toma lá da cá, da corrupção cantada em verso e prosa”.

O Centrão, antes sinônimo de palavrão para os bolsonaristas, hoje é casamento com plena comunhão de bens.

O mais novo brinquedinho do bloco na estrutura do governo de seu Jair Messias é o Ministério das Comunicações. Entregue ao deputado Fábio Farias (PSD-RN), genro do senhor Silvio Santos, do SBT.

Mas, entre abraços, beijos e sorrisos do deputado Arthur Lira no Planalto, o Centrão já conquistou o FNDE e seus R$ 50 bilhões anuais, o DNOCS, Ministério do Desenvolvimento Regional, Conselho Gestor de Itaipu, Banco do Nordeste e negocia a vice-presidência da Caixa,

Mas, não só a Caixa Econômica Federal. O grupo também quer a Codevasf, diretorias do Ministério da Saúde, ampliação de espaços no do Ministério do Desenvolvimento Regional e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa)”.

Esse toma lá da cá não tem pandemia no mundo que segure. Esse faz bem a todos eles.

 

 

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