Governo quer volta da CPMF e paneleiros ‘enfiam a língua no saco’

Meta é arrecadar R$ 150 bilhões das costas de quem nada tem

Não faz muito tempo que uma considerável parcela da classe média brasileira protestou, gritou e fez valer sua contrariedade em relação a proposta de mais uma contribuição que a União estava impondo a todos.

A briga, aos berros, era contra a famigerada CPMF. Para uns aloprados, era coisa de comunista.

Agora, surpreendentemente, o atual governo decide que vai implantar a CPMF – Contribuição Por Movimentações Financeiras. Ou seja, cheques, compras no cartão, ordem de pagamento, enfim, tudo que tem relação com dinheiro será taxado.

Aumentar ainda mais a carga tributária do brasileiro depois de tudo: fim de direitos trabalhistas, aposentadoria meia boca, 13 milhões de desempregados e por aí vai…

A ideia da equipe econômica de sua excelência o ministro da Economia, Paulo Guedes, é introduzir aos poucos o novo imposto. Começa com uma alíquota de 0,4%. Depois, todo o resto.

Objetivo: arrecadar R$ 150 bilhões. Isso vai doer no bolso até de quem não tem.

O detalhe é que toda aquela histeria do passado ficou mesmo para trás.

O silêncio da rapaziada, das paneleiras e paneleiros, dos “patriotas”, dos homens de bem e bens, enfim, dessa gente toda, remove as ondas da hipocrisia no aceno melodioso aos ouvidos do senhor Guedes.

Quer dizer, agora é preciso ficar mudo, cego e surdo.

E aí um poeta paulojacintense perguntou a Cega Dedé:

– O que foi feito da rapaziada, comadre?

E ela respondeu de bate pronto:

-Enfiaram a língua no saco!

 

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