
Poder e dinheiro. De preferência muito…
Esse é o desejo eterno da maioria dos políticos em qualquer parte. A formação da Federação Partidária, unindo o PP, de Ciro Nogueira e Arthur Lira, com o União Brasil, de Antônio Rueda, do Acre, tornou-se a maior bancada à direita dentro do Congresso Nacional.
Eles chegam com a tese de colocar no País “um choque de prosperidade, com medidas profundas no campo econômico e regulatório“. Um velho lema dos tempos de chumbo no País.
Obviamente, que a maioria dos que se dizem de direita, sequer sabem o que isso significa. Mas, certamente sentirão os efeitos no futuro.
A Federação passará a ter 109 deputados federais e 14 senadores no Congresso, com direito a um Fundo Partidário de R$ 197,6 milhões. Já para as eleições do próximo ano terá direito a um Fundo Eleitoral que vai além de R$ 1 bilhão.
O senador Ciro Nogueira é que vai comandar toda a dinheirama.
Desta maneira, se o governo federal hoje já está encurralado sem maioria no Congresso para tocar sua vida, agora piorou. Nada passará por eles sem o “ou dá ou desce”.
A chama União Progressista, na prática, reedita a Arena, partido da sustentação da ditadura militar, a partir de 1964. Será, sem dúvidas, muito mais operante em seus propósitos como legenda de direita, do que as paspalhices de Jair Bolsonaro e familiares nesse campo.
Além de Ciro Nogueira, Arthur Lira e Antônio Rueda, a Federação terá ainda como líderes, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, atuante nesse terreno desde antes da redemocratização do País, e o sucessor de “Toninho Malvadeza”, Antônio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), ex-deputado federal e ex-prefeito de Salvador, que aprendeu tudo e muito mais com o avô.
Enfim, assim vai caminhar o Brasil. E a humanidade que se cuide…














