3 de março de 2024Informação, independência e credibilidade
Alagoas

IMA e Ufal afirmam que colapso da mina ainda não afetou a lagoa Mundaú

Ufal afirma que testes ocorrem com total transparência e autonomia, apesar der parceria com Braskem

Em coletiva de imprensa conjunta, na manhã desta segunda (18), IMA (Instituto do Meio Ambiente) e Ufal (Universidade Federal de Alagoas) informaram que o afundamento da mina não afetou a qualidade da água na Laguna Mundaú. Ainda.

Segundo conta o professor e pesquisador Emerson Soares, seria necessário uma elevação dos níveis de cloreto, sódio, cálcio, magnésio, condutividade elétrica e salinidade para índices negativos, o que não aconteceu.

O resultado, no entanto, se refere ao momento das coletas, feitas nos dias 7 e 10, que não seguiram a metodologia convencional, uma vez que não foi possível.

A principal questão levantada pela imprensa foi se o rompimento da mina 18 alterou significativamente os parâmetros da laguna Mundaú, provocando uma contaminação que pode trazer consequências para a saúde da população.

O professor Emerson Soares informou que os parâmetros verificados nas coletas não apresentaram mudanças drásticas que pudessem ser relacionadas ao colapso da mina. “É evidente que precisamos continuar monitorando, porque é a sequência de coletas que vai nos fornecer os dados e a evolução dos parâmetros”, destacou o pesquisador.

Ufal

A coletiva de imprensa teve outro objetivo, ao menos para a Ufal: reafirmar que as pesquisas realizadas pelas equipes dos laboratórios do projeto Laguna Mundaú ocorrem com total transparência e autonomia.

Na abertura da coletiva, a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Iraildes Pereira Assunção, destacou que, a partir do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), celebrado pelo Ministério Público Federal (MPF) com a Braskem, em 2020, após comprovação técnica da responsabilidade da empresa no afundamento de cinco bairros de Maceió, a mineradora também foi compelida a direcionar recursos para pesquisas que visassem o monitoramento e avaliação dos impactos socioambientais.

A pró-reitora ressaltou que esses recursos são gerenciados pela Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes), a partir de editais de projetos de pesquisa, com total transparência e prestação de contas.

“Os nossos pesquisadores conhecem a laguna Mundaú e a área afetada pela Braskem. Temos o compromisso de investigar em profundidade os danos provocados pela mineração e propor soluções de mitigação e reparo”, garantiu Iraildes Assunção;