
Depois de flagrado no esquema de corrupção milionário, operado por Fabrício Queiroz, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o atual senador Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente da República, decidiu ele mesmo escolher o futuro Procurador Geral da República (PGR).
Flávio e o advogado dele, o criminalista Frederick Wassef vão levar o nome do subprocurador-geral da República Antônio Carlos Martins Soares, para ser nomeado como substituto de Raquel Dodge.
E por que Flávio e o próprio advogado Wassef – o mesmo que entrou com pedido de suspensão das investigações sobre movimentações financeiras suspeitas de Flávio Bolsonaro e conseguiu uma liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli – estão escolhendo o novo PGR?
Não é difícil responder a questão. Ou seja, para bom entendedor, meia palavra basta.
Se o nome de Soares for confirmado por Bolsonaro o aparelhamento da PGR será mais que explicito. Soares é um carioca, afinado com Flávio e Wassef, mas trata-se de um nome fora da lista triplice da instituição.
O que é a lista – A formação da Lista Tríplice iniciou-se em 2001. Trata-se de um processo que atende ao clamor dos procuradores da República de indicar aquele que acreditam ser o mais preparado para gerir a instituição. Os três nomes são votados na instituição, assim como ocorre também com os reitores das universidades federais.
A lista da PGR este ano tem os nomes do subprocurador Mario Bonsaglia, subprocuradora Luiza Frischeisen e pelo procurador regional Blal Dalloul.
Bolsonaro já deu declarações de que não seguirá a lista. A não ser que Flávio, o filho 01, e o advogado dele mudem de ideia. A definição deve ocorrer nesta semana.
E assim caminha o País de República para a republiqueta.














