
Juazeiro da Bahia é uma terra que gosto, estimo e quero bem. De lá são amigos que nos animam nos encontros esporádicos pela sinceridade e boa energia.
Eis que lembrei de uma tríade de amizade de lá, respeitando a divisão de Aristóteles por caráter: Ana Lilian, Pinzoh – por razões de luta e resistência, para mim Brizola – e Márcia Leila. Um trio de valor moral e intelectual.
Mas, a lembrança veio à tona quando fomos – Regina e eu – ao restaurante Vero, a 100 metros de casa, em Maceió. Ela falando que gostaria de passar o São João com os amigos e amigas do peito, com quem conviveu no sertão baiano, ouvindo Sá e Guarabira cantando “Remanso, Sento Sé, Pilão Arcado” …
Eu embevecido por que conheço o lugar e os amigos que gostam de cantar e viver com a serenidade de ser.
Eis que na mesa ao lado, um trio, supostamente pai, mãe e filho. O jovem falante pregava sobre o mercado financeiro e dizia que você investia R$ 100 mil e ganhava R$ 1 milhão.
Aí fiquei atento por alguns instantes. Onde poderia dar essa conversa que pai e mãe aplaudiam com os acenos da cumplicidade?
Logo voltei a me dedicar exclusivamente à bela presença da mulher, que conheci no saudoso Ipaneminha e até hoje curtimos juntos. Preferencialmente com um vinho Malbec.
Só que a conversa ficou intensa ao lado. E foi aí que o jovem falou de política e a mãe logo emendou: – Você está vendo, meu filho, lá Bahia já existem várias cidades controladas pela China.
Como já estava esperando a conta, fiquei a imaginar se havia gente orando para pneu também na esquina de casa.
Pagamos e saímos do lugar mais que do que convencidos de que o mundo é um moinho, mas que a idiotia não entende. Até por serem mentes doentias.
Foi aí que Regina disparou: – Que Dom José nos livre desse mal!














