
O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que pedirá o bloqueio de bens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a imposição de tornozeleira eletrônica após as revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Pimenta disse à coluna que pretende solicitar o bloqueio de 65 milhões de reais em patrimônio do senador como forma de garantir eventual ressarcimento ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). “Vou pedir o bloqueio dos bens e vou indicar como um dos bens a serem bloqueados a casa que ele comprou aqui em Brasília, financiado pelo BRB”, declarou.
Sobre a tornozeleira, Pimenta alegou risco de fuga: “Vou pedir também para colocar tornozeleira eletrônica nele para o risco de fugir, a exemplo do que o irmão já fez. E diante da gravidade das acusações (…) há risco real de fuga.” Ele também pedirá cooperação internacional para rastrear recursos enviados a uma empresa no Texas.
Lindbergh pede prisão preventiva de Flávio
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou notícia de fato à PF, à PGR e ao STF pedindo investigação e prisão preventiva de Flávio Bolsonaro por sua relação com Vorcaro. A representação afirma que Flávio negociou aporte de cerca de 24 milhões de dólares (R$ 134 milhões) para o filme “Dark Horse”, com ao menos 10,6 milhões de dólares (61 milhões de reais) pagos entre fevereiro e maio de 2025. O documento sustenta que os diálogos revelariam “confiança pessoal, cobrança direta, dependência financeira e expectativa de continuidade de pagamentos”.
Em trecho citado, Flávio diz: “Porque eu já tenho muita conta pra pagar esse mês (…) agora que é a reta final, que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo, cara.” Em mensagem na véspera da prisão de Vorcaro, Flávio escreveu: “Irmão, estou e estarei contigo sempre (…) Só preciso que me dê uma luz!” Lindbergh afirma que os fatos podem indicar crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção, tráfico de influência, evasão de divisas e ocultação patrimonial. O pedido foi direcionado ao ministro André Mendonça.














