1 de março de 2024Informação, independência e credibilidade
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Liso, Considerado entra em depressão e a avó cobra o dedão do doutor

Tudo depois que a Cega Dedé voltou para o pé da Serra Grande, em Paulo Jacinto

O dedão do doutor que a avó do Considerado tanto quer

Desde 2019, quando surgiu a pandemia da Covid, que matou mais 600 mil pessoas no Brasil, à luz dos olhos de gestores públicos que propagaram (em nome do mercado) ser apenas uma gripezinha, que a Cega Dedé veio morar em Maceió.

Ela, uma oitentona, lá de Paulo Jacinto, pequena e acolhedora cidade do agreste alagoano, veio se asilar, na casa da sobrinha em terceiro grau, dona Nildinha, a avó do Considerado, que mora próximo à praça Sinimbu.

Só que há 15 dias Dedé voltou para o torrão natal, à beira do poluído rio Paraíba do Meio. Do tempo que passou na casa dos parentes pode viver a alegria e o sentimento acolhedor de todos, principalmente, do próprio Considerado que não lhe deixava faltar nada. E havia razões de sobra para isso. Ele assumiu a condição de procurador para receber a pensão da ceguinha. Claro, não faltava nada para ela, nem para ele.

Mas Dedé se foi e o jovem entrou em depressão. Antes, frequentador assíduo de todas festas da Turma do Gabi, hoje quase não se lembra que a turma existe. E a razão é única: o cara, como diz o Lula Manguito, está “liseu”. Isto é, de bolso vazio e devendo empréstimos ao Pastor, ao Empreiteiro OS, ao Vic Promoteur e ao Batoré, o agiota de esquerda. O único no País.

Antes, ele até se virava com a mesada que avó lhe dava. Nildinha, entretanto, anda na bronca com o neto por que pediu três vezes para ele levá-la a uma consulta com o Coleguinha e ele não marcou. Ato contínuo, ela reduziu em 40% a contribuição mensal do rapaz, que adora uma farra, mas é avesso a qualquer atividade chamada trabalho.

-Vó, eu estou devendo aos meus amigos, preciso pagar o pessoal. – Ele chantageia, mas ela não está nem aí: -Problema seu! – Rebate  sem deixar barato o problema: -Você mora comigo, não gasta com feira, nem com transporte, nem com absolutamente nada. Não gosta de trabalhar e ainda não faz o que eu peço, seu desgraçado…

-Que foi que eu fiz demais vó. – Reage, assustado. -Pedi para marcar consulta com o “doutorzão”, seu amigo, aquele Apolo grego, e você nunca marcou, infeliz.

-Mas vó, a senhora nunca me falou que tinha problemas proctológicos. Ademais, toda vez que fala no Coleguinha lembra logo do dedão do doutor. Não posso levar a sério isso. – Protestou o neto.

-Pois saiba que eu tenho problemas e preciso muito de um dedão, filho de uma égua!

-Que falta de respeito com o médico!

-Falta de respeito é comigo, você sabe que estou precisando…

-Tome jeito vó… Mas, já que é assim eu vou falar com ele pra marcar sua consulta.

-Agora sim. E se fizer eu reponho integralmente sua mesada, mas com uma condição.

– E qual é?

-Que ele me atenda aqui, em domicílio, no meu quarto…

-Puta que pariu, vó, eu vou chamar o Zé Fumacê pra abaixar o seu fogo!

-Ih, coitado, esse daí só tá as cinzas…