
O presidente Lula afirmou nesta terça-feira (5) que não telefonará ao presidente americano Donald Trump para discutir o “tarifaço” que entra em vigor nesta quarta-feira (6), alegando falta de interesse do lado norte-americano. “Ele não quer falar”, declarou Lula durante evento no Itamaraty.
O governo brasileiro manteve abertura para diálogo, mas segundo fontes diplomáticas, o contato só ocorreria com agenda prévia e interesse mútuo.
Lula adiantou que pretende convidar Trump para a COP30 em Belém (novembro/2025): “Quero saber o que ele pensa sobre clima”.
“Vou ligar para convidá-lo para vir para COP porque quero saber o que ele pensa da questão climática. Vou ter a gentileza de ligar. Vou ligar para ele, para o presidente chinês, Xi Jinping, para o primeiro-ministro ,indiano, Narendra Modi”.
O presidente também criticou a reação internacional ao Pix, sugerindo que o sistema brasileiro ameaça interesses de cartões de crédito globais.
Impactos do tarifaço
O governo estima que 35,9% das exportações para os EUA (US$ 14,5 bilhões/ano) serão taxadas em 50%, enquanto 44,6% (US$ 18 bilhões) estão isentos – incluindo 694 itens como suco de laranja e derivados de petróleo. O chanceler Mauro Vieira destacou a preservação de setores como aviação e celulose.
Setores reagiram de forma divergente: a indústria calçadista prevê perdas, enquanto produtores de cítricos comemoram a isenção. Trump já advertiu que retaliará caso o Brasil imponha tarifas recíprocas. A ordem executiva americana prevê ajustes para “garantir eficácia” das medidas caso haja contrapartida brasileira.














