23 de junho de 2021Informação, independência e credibilidade
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Matar e morrer resolve alguma coisa?

Investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro identificaram a movimentação de R$ 1,2 bilhão pelo PCC com o tráfico de drogas, segundo reportagem que li no Correio Braziliense.

Pergunto: essa grana toda fica no morro, com aqueles pretos que morrem nas mãos do Estado e são condenados pela sociedade moralista cristã antes mesmo de terem seus nomes revelados?

Por que na maior apreensão de fuzis da História do Brasil, na casa do vizinho de Bolsonaro, a ação da polícia foi discreta e ninguém saiu com, ao menos, um arranhão? No Jacarezinho, foram 28 mortos, incluindo um policial, que foi enviado a serviço para morrer, a mando do patrão (governo).

O sistema é podre. Maus políticos, pastores, magistrados e até policiais ganham muito com a venda de drogas, mas, para a sociedade, só preto e favelado é bandido. O tratamento dado aos mortos na comunidade carioca revela o apoio de grande parte da sociedade aos chefes do crime, que são reverenciados como “homens de bem”.

Estou dizendo aqui que a polícia deve entrar na comunidade dominada pelo crime organizado com flores? Bem, basta o estado entrar com educação, cultura, esporte, emprego, infraestrutura, transporte e cidadania que se economiza, e muito, com balas.

Ou a ação no Jacarezinho resolveu alguma coisa?