16 de abril de 2024Informação, independência e credibilidade
Policia

Mauro Cid confirma a tentativa de golpe de Bolsonaro e as ameaças a Moraes

Bolsonaro, por sua vez pede anistia da justiça brasileira após ter atentado contra a democracia e os poderes da República

Mauro Cid delatou Jair Bolsonaro, Augusto Heleno e outros militares envolvidos na minuta do golpe

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, no Planalto, tenente coronel Mauro Cid, confessou na Polícia Federal que o ex-presidente e militares se reuniram várias vezes no Palácio da Alvorada para a preparação do golpe de Estado. As reuniões aconteceram antes e depois das eleições de 2022.

Em seu depoimento, Cid confirmou que foi estabelecida a ordem de monitoramento do ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e membro do STF, Alexandre de  Moraes.

Segundo Cid, integrantes da ABIN teriam acompanhado o itinerário, o deslocamento e a localização do magistrado com o objetivo de capturá-lo e detê-lo após a assinatura de um decreto de golpe de Estado.

Após o inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado no País, o próprio Jair Bolsonaro e parlamentares que o apoiam passaram a pedir anistia pela tentativa de golpe, numa clara confissão do malfeito contra a democracia brasileira.

Há cerca de um mês, foi deflagrada uma operação contra o ex-presidente, ex-ministros e ex-assessores dele investigados por tentar dar um golpe de Estado no país e invalidar as eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva.

A Polícia Federal identificou um núcleo de inteligência, composto pelo general Augusto Heleno, por Mauro Cid e por Marcelo Câmara, “que teria monitorado a agenda, o deslocamento aéreo e a localização” do ministro do STF Alexandre de Moraes, “com o escopo de garantir a captura e a detenção do então chefe do Poder Judiciário Eleitoral nas primeiras horas do início daquele plano”.