22 de maio de 2024Informação, independência e credibilidade
Justiça

MPAL oferece denúncia contra mãe e padrasto de criança agredida

Criança de quatro anos foi brutalmente espancada, com mãe e padrasto, em sã consciência e voluntariamente, colocando a vida do menino em risco

A proteção que deveria existir foi substituída por agressão, o amor materno atropelado pelo desleixo e conivência. Os direitos da criança descumpridos e um menino de quatro anos espancado ao ponto de ter o fêmur quebrado.

Repudiando todas as atitudes, o Ministério Publico de Alagoas (MPAL) ofereceu, nesta quinta-feira (2), denúncia contra a mãe e padrasto da vitima por lesão corporal grave, omissão de socorro e maus-tratos.

O promotor de Justiça Ivaldo Silva é quem esta à frente do caso que, para ele, exige punição severa como resposta à sociedade.

O promotor de Justiça Ivaldo Silva é quem esta à frente do caso que, para ele, exige punição severa como resposta à sociedade.

“Estamos diante de um caso de extrema violência, quando a pessoa que deveria ofertar amor e proteção, toda a condição de amparo, foi omissa e preferiu acobertar o companheiro quando brutalmente espancava seu filho de quatro anos. Uma criança indefesa que barbaramente teve o fêmur quebrado. O que pedimos é que sejam responsabilizados, condenados e paguem por pelos três crimes narrados”, afirma o promotor de Justiça.

Noutra vertente, a 1a Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude, tendo como titular o promotor de Justiça Luiz Alberto Holanda, por considerar a incapacidade de permanência pedirá a perda da guarda da genitora.

A mãe se encontra presa e , no caso, foi pedida a manutenção da prisão preventiva enquanto o padrasto se encontra foragido.

Caso

No dia 24 de abril de 2024, , por volta das 8h, no Conjunto Brivaldo Medeiros, Quadra Q, Lote 26, no bairro Graciliano Ramos, município de Palmeira dos Índios, uma criança de quatro anos foi brutalmente espancada.

Mãe e padrasto, em sã consciência e voluntariamente, colocaram a vida do menino em risco mediante lesão corporal grave, em consequência das agressões. Tamanha brutalidade causou indignação à sociedade.

A polícia foi acionada e , chegando ao local, a mãe teria negado a situação com o intuito de proteger o seu companheiro e padrasto da vítima.

“Mesmo vendo que a criança sofrera agressões graves e diante da situação em que se encontrava, com a perna quebrada, a mãe não prestou a menor assistência, quiçá levou o menino para receber atendimento hospitalar. Inaceitável”, reforça o promotor Ivaldo Silva.

No entanto, o Conselho Tutelar do município buscou ajuda relatando a mesma ocorrência. Por conta disso, os policiais retornaram à residência do casal e lá avistaram uma pessoa fugindo pelos fundos da casa. No caso era o padrasto da vítima.

Para não ser acusada das agressões, a mãe chegou a levar a criança para outra casa nas proximidades, mas a policia decidiu verificar a situação do menino.

No endereço informado, depararam-se com a criança deitada, com várias lesões além de uma possível fratura no fêmur.

“Então o Conselho Tutelar levou a criança até UPA para atendimento emergencial e lá foi verificada a gravidade da agressão, constatando por exames que havia fratura em seu fêmur”, evidencia o membro ministerial.