
Uma disputa política, que vem sendo travada há oito meses, para a indicação do próximo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) é a razão das desavenças entre e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL).
Segundo o Jornal de Brasília, o preenchimento da vaga no tribunal foi, inclusive, um dos temas da conversa entre Lira e Lula no último dia 14, no Palácio da Alvorada.
A causa em questão é a indicação da Procuradora de Justiça alagoana, Marluce Caldas, nome que já havia sido definido por Lula, mas que encontra resistência de Lira, segundo adversários dele no Congresso.
De acordo com o jornal, Lira nega tudo. Ele já teria afirmado a interlocutores que não se opõe à indicação de Marluce Caldas, tia do prefeito de Maceió, JHC (PL) e se queixa do que classifica ser uma narrativa falaciosa para enfraquecê-lo.
Mas, a informação expõe ainda que essa história está tendo consequências em um acerto de Lula para a formação da chapa majoritária em Alagoas, para as eleições de 2026, incluindo as duas vagas para o Senado. Uma pretendida pelo senador Renan Calheiros (MDB), candidato a reeleição, e outra pelo próprio Arthur Lira.
O ex-presidente da Câmara tem afirmado a interlocutores que não se opõe à indicação de Marluce e se queixa do que classifica ser uma narrativa falaciosa para enfraquecê-lo.
O fato é que todo esse imbróglio tem atrasado a indicação da procuradora MP/Alagoas para a vaga no STJ. E ainda porque o prefeito JHC também não definiu para onde pretende caminhar nas próximas eleições, pois se mantém no PL de Jair Bolsonaro, nem se decidiu com quem fazer composição para o Senado ou governo do Estado.
Ou seja, há nessa história uma tríade política em Alagoas, que o presidente da República espera ver resolvida para poder se definir.
Até lá a vaga do STJ fica aberta. Não se sabe até quando.














