Não vai ser fácil 2026: Para eleger um deputado federal serão precisos 250 mil votos; 1 estadual 75 mil votos

Se permanecer o veto do governo ao projeto que aumenta o número de deputados será então a eleição mais cara dos últimos tempos, em Alagoas.

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto para aumentar de 513 para 531 o número de parlamentares na casa a partir de 2027. O projeto de Lei Complementar é de autoria da deputada de direita, Dani Cunha (União Brasil-RJ). Ela é filha do famoso ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Após subir para sanção presidencial, o projeto foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se o veto for derrubado, a iniciativa terá um impacto de R$ 65 milhões no Orçamento da União.

A reação da sociedade nas redes sociais foi topada. A hastag “Congresso da Mamata” foi disparada e colocou nas cordas a mesa diretora da Câmara, que já não se entusiasma mais para derrubar o veto.

Mantido o veto do governo, alguns Estados sentirão na pele o drama a ser vivido por partidos e políticos na arrumação para as eleições de 2026.

Nesse cenário, Alagoas é um deles e muita gente terá dores de cabeça contínuas para arrumar o futuro político.

De cara, a bancada alagoana na Câmara terá um parlamentar a menos. Ou seja, de 9 hoje cairá para 8 em 2027. Ato contínuo, a Assembleia Legislativa também terá que reduzir suas cadeiras no plenário. De 27 cai para 24. E aí vai ser um chororô e tanto.

Isso porque as dificuldades nas próximas eleições só aumentam. Por exemplo: O partido, coligação ou federação que montar chapa para eleger deputados federais terá que ter um mínimo de 250 mil votos para conquistar uma vaga. Convenhamos, é voto até umas horas e o custo disso não é nada barato.

O drama será ainda maior na Assembleia Legislativa onde qualquer partido para eleger o primeiro terá que fazer 75 mil votos. E nesse caso, vai ter gente lá gastando além de R$ 3 milhões no pleito e não conseguirá a reeleição.

Será essa, portanto, a eleição mais cara dos últimos tempos nas Alagoas. Pode até sobrar dinheiro, mas faltará votos.

 

 

 

 

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