
Sabe aquela história da “nova política” no Brasil, a partir da eleição de Jair Bolsonaro? Se perdeu no vento como sempre foi previsível.
Quem se iludiu e quem mantém as mesmas convicções o faz pela ignorância política ou pelo fundamentalismo que lhe domina.
Mas, o fato é que Bolsonaro aos longo dos seus mais de 30 anos vivendo da política – bem como familiares – nunca foi o novo.
Viveu sempre às sombras dos esquemas camuflados até eclodir o escândalo do filho 01, nas rachadinhas da Assembleia do Rio de Janeiro. Sem falar na base eleitoral sólida dos milicianos.
De novo nada. No fundo tudo é uma fraude.
Mas, o discurso que se criou de que a nova política estava surgindo enganou muita gente e ainda o faz.
O novo seria anistiar mais de R$ 300 milhões de dívidas de pastores evangélicos famosos com a Receita Federal? Ou seria a velha prática do “toma lá da cá” no Congresso Nacional?
E nesse último caso, as velhas práticas se avolumaram agora com a eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Para eleger o deputado alagoano Arthur Lira(PP) presidente da Câmara, Jair Bolsonaro não contou histórias. Abriu os cofres públicos, nomeou apadrinhados de aliados e seduziu adversários que estavam contrários ao seu candidato.
Se será suficiente para vencer ainda não se sabe. Mas, já fez estragos no colegiado adversário.
Aliás, a debandada foi tamanha que revoltou o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele atacou o próprio partido ao perceber que seus colegas saltaram do barco de Baleia Rossi (MDB-RJ) para apoiar Lira.
Segundo Maia, que quer Baleia como sucessor, o DEM agora “é o partido da boquinha”.
Errou apenas na questão do tempo. O DEM, enquanto legenda partidária, já foi Arena e PFL. O partido marcha com as “boquinhas” do governo desde a ditadura militar.
O certo é que as boquinhas são muitas e isso é bem velho na história do País.
Enfim, o novo na política brasileira está para nascer e vai demorar…
O sistema sempre manda fazer o aborto a cada tentativa de gestação.














