20 de abril de 2021Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Nova variante do coronavírus é detectada em Viçosa e Anadia

Infectado voltou de viajem do Amazonas no primeiro caso e no segundo contágio aconteceu em Alagoas

Uma nova variante do novo coronavírus, detectada pela primeira vez no estado do Amazonas, foi confirmada em dois pacientes de Alagoas. A confirmação é do laboratório de referência nacional (Laboratório de Viroses Respiratórias e Sarampo, da FIOCRUZ-RJ), após uma demanda originada no LACEN e CIEVS.

Já confirmada em pelo menos doze estados, incluindo agora Alagoas, a cepa do novo coronavírus vem se espalhando pelo Brasil. Chamada de P.1, ela preocupa autoridades por ser considerada mais transmissível que outras cepas.

Viçosa

O primeiro caso divulgado em Alagoas é de uma mulher de 36 anos, residente em Viçosa. Ela fez uma viagem para Manaus no dia 22 de janeiro, onde permaneceu por quatro dias e teve contato com familiares com quadro gripal.

Com sintomas no dia 25 de janeiro, retornou para Alagoas no dia seguinte. Em 29 de janeiro, a coordenação de vigilância epidemiológica de Viçosa confirmou a infecção pelo novo coronavírus.

Anadia

Já o segundo caso é de uma idosa de 64 anos, de Anadia, sem histórico de viagem ou contato com alguém vindo do Amazonas ou qualquer outro estado.

Ela teve início dos sintomas em 19 de janeiro, apresentando tosse, coriza, mialgia e moleza. Seis dias depois, realizou-se a coleta para pesquisa de SARS-CoV-2 por RT-PCR, que confirmou a infecção.

Recomendações

Os órgãos de saúde destacaram que é recomendável a adoção das seguintes medidas: uso obrigatório de máscara em ambientes públicos; manutenção da etiqueta social; higienização adequada e frequente das mãos; ações que visem e promovam o distanciamento social.

“É importante salientar que tais medidas se fazem mais necessárias neste momento, devido à iminente entrada na sazonalidade de doenças respiratórias em nosso meio, período em que sabidamente aumenta a ocorrência de diversas doenças respiratórias, acrescentando-se agora, a COVID-19, situação que pode ser agravada com a circulação da P1”. Nota da Superintendência de Vigilância em Saúde.

Os estudos sobre a nova variante do coronavírus apontam que ela possui maior transmissibilidade, ou seja, maior capacidade de disseminação, sem, contudo estar associada a quadros clínicos mais graves que sua variante de origem.