19 de abril de 2021Informação, independência e credibilidade
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O gesto supremacista não pode ficar impune

Parece absurdo, mas, temos judeus que se identificam com discursos de teor nazista, como o de um ser vivo que comparou quilombolas a bichos ao definir o peso deles em arrobas, durante palestra na Hebraica (RJ), e foi aplaudido sob risos.

Felizmente, são uma minoria. Por outro lado, há os judeus que têm a consciência da barbárie que seu povo sofreu e sentem calafrios toda vez que a história dá sinais de que pode se repetir, seja com eles ou com outra minoria – tratemos os palestinos como um caso à parte.

Uma destas iniciativas de conscientização das mazelas históricas é o Museu do Holocausto (PR). Infelizmente, os supremacistas estão se sentindo cada vez mais empoderados, o que torna difícil o respeito e a convivência pacífica com a diversidade, segundo relato que reproduzo da página social da instituição:

“É estarrecedor que não haja uma semana que o Museu do Holocausto de Curitiba não tenha que denunciar, reprovar ou repudiar um discurso antissemita, um símbolo nazista ou ato supremacista. No Brasil, em pleno 2021. São atos que ultrapassam qualquer limite de liberdade de expressão”, denuncia o Museu.

O desabafo ocorreu após o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República ter feito um gesto considerado supremacista durante sessão no Senado Federal. É um gesto que se transformou em símbolo de ódio e é reproduzido pelas figuras mais desprezíveis e bizarras ao redor do mundo.

Filipe Martins disse que disse que estava arrumando a lapela do paletó. Sim, os supremacistas são covardes e soltam pum na tanga quando confrontados. Vai ser investigado pelo ato e deve pagar pelo erro, de forma exemplar.

Esse tipo de propaganda deve ser combatido com rigor, pois, é inadmissível em uma democracia.

Os bolsonaristas sabem o significado desta palhaçada. Veja como o presidente pediu para um apoiador lunático apagar a selfie em que faz este sinal:

Que o gesto semelhante ao sinal conhecido como OK, mas, com três dedos retos em forma de “W” tenha para o cidadão a mesma conotação que damos aqui no Nordeste.