Paulo Jacinto perde Normando Vasconcelos: fazendeiro e intelectual que gostava da boemia

Boêmio e poeta gostava da farra, da cantoria, dos repentistas e da literatura

 

Quando criança, em Paulo Jacinto, fiquei fascinado por uma boina azul na cabeça de um jovem, filho de um fazendeiro local, que havia passado no vestibular de Agronomia.

Ele era Normando Vasconcelos, o irmão mais novo de Newton, Neílton e Neulivan, filhos do fazendeiro “Né Afonso”, da fazenda Chorador.

Os irmãos dele eram todos casados com professoras que me ensinaram desde o “bê-á-bá”.

Os tempos foram passando e fui conhecendo uma pessoa que gostava da prosa.

Foi agrônomo da Emater (Empresa Alagoana de Assistência Técnica e Extensão Rural), poeta e escritor. Tinha na veia o dom de fazer  “o repente” – a poesia popular nordestina.

Com o seu estilo irreverente fez amizades sinceras e atuou no mundo cultural, defendendo as raízes de sua gente e as terras do Chorador, onde criava cavalos de vaquejada.

Boêmio e poeta gostava da farra, da cantoria, dos repentistas e da literatura. Carregava consigo o dom de um intelectual nascido na zona rural da pequena Paulo Jacinto. Um cidadão que sabia viver e se divertir.

Aliás, ora divertido, ora azedo, Normando foi, sem dúvidas, um símbolo da terra paulojacintense.

Ele se foi e será eterno. Siga a luz poeta Normando. Saudades…

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