2 de março de 2024Informação, independência e credibilidade
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Por um 2024 com menos ódio e muito menos conservadorismo

Lembro de um tópico em um fórum do Facebook (coisa de velho) em que algumas pessoas revelaram recordações tristes da infância.

Quando saíam para brincar na rua, as mães das outras crianças as chamavam para dentro de casa. Nas festinhas de aniversário, toda a vizinhança era chamada, menos elas.

Afinal, as “pessoas de bem” não queriam seus rebentos na companhia de filhas e filhos de mães-solo, uma “ameaça” à tal “família tradicional”. Quem já se viu, para os antigos conservadores, uma criança crescer sem um pai?

Mesmo que o homem fosse um irresponsável, um descompromissado que abandonou a casa, a culpa pelo lar desfeito recaía sobre a mulher e a ira conservadora respingava nos filhos, a parte mais inocente da história.

Isso é o conservadorismo. Uma horda que se dedica a causar dor psicológica – em muitos casos, física – a quem não se adéqua a um modelo de sociedade que considera ideal. Um misto de sadismo e supremacismo que parte de uma gente que sente prazer em discriminar e segregar.

Hoje, os “inimigos” da família são as pessoas da comunidade LGBT+. A tal bancada conservadora não cansa em tentar usurpar seus direitos. Parlamentares deveriam ser eleitos para melhorar a vida da sociedade e não para trabalhar pela exclusão social e por retrocessos. É melhorar a vida para todos, não piorá-la.

Felizmente, a história mostra que, apesar dos religiosos conservadores, a sociedade evolui e abraça as diferenças. Continua doloroso, porque a crueldade humana, aliada à ignorância, denora a sumir. Mas, ser mãe-solo deixou de ser um escândalo. Atacar LGBT+ está se tornando vergonhoso.

São avanços, porém, a cadela do conservadorismo ainda precisa ser castrada.