22 de maio de 2024Informação, independência e credibilidade
Expresso

Prefeitura de Maceió recolheu, desde janeiro, mais de 2.600 toneladas de lixo na orla marítima

Responsável pelo serviço, a Autarquia de Limpeza Urbana mantém agentes de limpeza fixos atuando em três turnos nos cuidados à região

Prefeitura recolheu, desde janeiro, mais de 2.600 toneladas de lixo na orla marítima
População ignora as papeleiras e joga o lixo nos passeios e nas areias das praias. Foto: Jonathan Lins/Secom Maceió
Uma das principais belezas naturais da capital, a orla marítima é visitada diariamente por diversos turistas e maceioenses. Com a grande circulação de pessoas, um problema é ampliado: o descarte irregular de resíduos. Por isso, a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (ALURB) mantém equipes fixas na região a fim de preservar o espaço público e o meio ambiente. Somente nos três primeiros meses deste ano, mais de 2.600 toneladas de lixo foram recolhidos nas praias.

São mais de 70 agentes de limpeza atuando na faixa de areia da praia e no calçadão, durante três turnos, coletando, principalmente, materiais como garrafas PET, embalagens de isopor, plásticos e resíduos orgânicos deixados pelos frequentadores da área. Estes itens poderiam ser facilmente descartados nas mais de 100 papeleiras instaladas por toda extensão da orla.

Moacir Teófilo, diretor-presidente da ALURB, explica que manter a orla limpa e organizada é dever do poder público, mas o cidadão deve participar.

“Infelizmente ainda é muito comum encontrar resíduos diversos descartados de forma irregular. A ALURB oferta opções para o despejo correto, como as papeleiras da orla, mas não são todos que aderem as práticas positivas, como adotar uma sacolinha para levar consigo o lixo gerado”, disse.

Nova tecnologia

Além do recolhimento comum, a Prefeitura iniciou, no começo de abril, a operação da Máquina Saneadora de Praia Rebocável, um equipamento que fica acoplado em um trator e remove pequenos contaminantes, como cigarros, tampas de garrafa e vidros quebrados, que acabam escapando do processo de limpeza diária. Esta máquina penetra até 30 centímetros abaixo do solo para recolher os resíduos e separá-los através de peneiramento. Seu funcionamento está programado para o fim da tarde, quando a faixa de areia está mais vazia.

Outro local que recebe grande atenção do órgão, principalmente no período chuvoso, que se iniciou agora em abril, é a foz do Riacho Salgadinho, que fica na Praia da Avenida, em Jaraguá. Somente no mesmo período do ano passado, as equipes de limpeza recolheram cerca de 3 mil toneladas de lixo, com a ajuda de tratores e caçambas, provenientes do descarte irregular em diversos pontos da cidade.

“Nós não estamos medindo esforços para manter a limpeza das praias, visando dar conforto e bem-estar para quem visita a região. Estamos atuando diariamente, em diversos pontos, evitando que o meio ambiente seja afetado pela falta de consciência ambiental de algumas pessoas”, completou o diretor-presidente.