24 de maio de 2024Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Rodoviários rejeitam proposta patronal e cobram 7,5% de reajuste salarial

Sindicato da categoria também luta pelo acordo da Convenção Coletiva de Trabalho

Assembleia do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários

Rodoviários do transporte público de Maceió rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 6% das empresas de ônibus. Em assembleia realizada nesta segunda-feira (22), o Sindicato dos Rodoviários de Alagoas (Sinttro-AL) apresentaram uma proposta de 7,5%, que já era uma reivindicação geral categoria desde a última ameaça de greve.

Além disso, os trabalhadores também exigiram um aumento no valor do ticket de alimentação de maneira imediata.

Segundo o órgão sindical,  a estratégia adotada é para alcançar ganhos progressivos para a categoria. Para isso, a tática aplicada na mesa de negociação é dividir o reajuste em duas parcelas, tendo a correção inflacionária reajustada imediatamente (4,5%) e o ganho real em setembro (3%).

A proposta é positiva para os trabalhadores, pois a soma das duas parcelas resulta em uma ascensão progressiva de salário e, é viável para o empregador, uma vez que as parcelas permitirão o equilíbrio financeiro das empresas.

Para o presidente, Sandro Reges, as medidas tomadas pelo sindicato visam sempre o melhor para os trabalhadores e estão dentro da realidade orçamentária local.

“A nossa diretoria, em diálogo constante com a base, encontra sempre uma alternativa positiva para os rodoviários. Não adianta nada a gente defender uma proposta que esteja fora da realidade. Nossas propostas são sempre viáveis, por isso acumulamos tantas vitórias ao longo dos últimos anos”, explicou o dirigente.

Além da pauta salarial, o sindicato está lutando para ser acordado na Convenção Coletiva de Trabalho a regulamentação de 30min de tempo de intervalo na jornada de trabalho; a permanência do motorista de pelo menos 30 dias na mesma escala de trabalho e o adiantamento de 40% no salário até o dia 20 de cada mês.

Os empresários devem se reunir ainda nessa semana para avaliar a contraproposta, mas os trabalhadores já informaram que se caso o pedido não seja acatado, a greve vai acontecer.