2 de março de 2024Informação, independência e credibilidade
Política

Sino da Esperança, mãe e filho comemoram vitória sobre o câncer

Laucha Santos, a mãe, tece câncer de útero; Yan, o filho adolescente, sofreu com um Linforma.

Yan, de 17 anos toca o sino ao receber alta da Santa Casa de maceió

Amor e superação. Assim se resume a história de Laucha Santos e Yan José Lobo, mãe e filho que enfrentaram e venceram o câncer. Nesta segunda-feira (13), na Santa Casa Farol, o adolescente de 17 anos comemorou o término do tratamento e tocou o Sino da Esperança, implantado na unidade.

Laucha foi diagnosticada primeiro, precisava lutar contra um câncer de colo de útero. Em sua primeira sessão de quimioterapia, em setembro de 2022, soube que o filho também tinha câncer. Como a família é de Penedo, os tratamentos precisaram ser separados: o dela em Arapiraca, o dele em Maceió. “Eu não podia acompanhá-lo, porque eu estava em tratamento e ele estava aqui em Maceió com o pai. Como mãe doeu mais ainda”, lembrou, muito emocionada.

Diagnosticado com linfoma não-Hodgkin (LNH), um tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático e que se espalha de maneira não ordenada (existem mais de 20 tipos diferentes), Yan viu sua vida ficar de cabeça para baixo com os tratamentos e a distância da mãe.

“É uma felicidade imensa tocar o sino, principalmente pela minha mãe, que senti mais do que o meu. Longe de mim, eu sem poder vê-la praticamente o tratamento todo. Quando chegava em casa, no outro dia voltava para o hospital com algum problema, alguma bactéria e não conseguia ter contato com a minha mãe. Agora tenho que cumprir promessas com meu pai e família e daqui para frente só melhorar, viver, cuidar mais de mim e valorizar mais as pessoas”, relembrou o adolescente.

Nesse meio, literalmente, estava Christian Lobo, que precisou ser forte para auxiliar sua esposa e filho numa batalha cheia de obstáculos. O tratamento em si, aliado ao fato de também precisar ficar longe da esposa, transformou o período de provações em aprendizado.

“Foi uma experiência que não desejo para ninguém. Algo pelo qual a gente não quer passar, mas, quando passa, começa a entender o que é ser humano, o que é ter coração. Com uma diferença de 15 dias, descobrimos o câncer de minha esposa e o de meu filho. Graças à tecnologia, ao corpo clínico da Santa Casa Farol, temos um saldo muito positivo em relação a essa doença, que, infelizmente, ainda tira a vida de muitas pessoas. Mas, a última palavra é sempre a de Deus”, disse.

Para marcar a superação da doença, uma grande festa foi preparada no hospital. Um ônibus cheio de amigos e professores de Yan saiu de Penedo direto para Maceió. Um corredor da esperança foi montado, onde o jovem recebeu o carinho de todos e, finalmente, tocou o sino. Fechando o dia, a cantora Fernanda Guimarães embalou a alergia da família de Yan e trouxe esperança para os demais pacientes, que, assim como o jovem, esperam tocar o sino em breve.

“Ele trouxe grandes ensinamentos ao nosso grupo. Foram desafios conjuntos ele e a família, mas sempre unidos e acreditando na cura e no término do tratamento dele, que foi hoje”, finalizou a oncologista da Santa Casa Farol, Luana Bonfim.