22 de abril de 2024Informação, independência e credibilidade
Justiça

TJAL realiza escuta acolhedora das lideranças do LGBTQIAPN+

Encontro teve como objetivo estreitar laços entre o movimento e o sistema de Justiça

A Coordenadoria de Direitos Humanos do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) realizou, nesta segunda (27), uma escuta acolhedora das lideranças do LGBTQIAPN+.

A reunião foi presidida pelo coordenador de Direitos Humanos, desembargador Tutmés Airan, e contou com a participação dos juízes Ygor Figueirêdo, da 14ª Vara Criminal da Capital, e Alexandre Machado, da 16ª Vara Criminal – Execuções Penais.

O encontro teve o intuito de estreitar laços entre o movimento e o sistema de Justiça e Segurança Pública, além de identificar os obstáculos enfrentados para o acesso à Justiça. O desembargador Tutmés Airan enfatizou que é importante ouvir, de forma humanizada, as lideranças dos movimentos de diversidade e dar consequências as suas queixas.

“Percebemos que a população LGBTQIAPN+ deixa de fazer queixas porque não acredita que suas demandas terão soluções e respostas. Então, estamos aqui para ouvi-los, acolhê-los em uma conversa franca para que assim possamos avançar nos diagnósticos dos problemas, aprimorando a resposta estatal, para assim encontrar melhores alternativas”, pontuou o coordenador de Direitos Humanos, Tutmés Airan.

Segundo o gerente de Articulação, Execução e Monitoramento de Políticas Públicas para a população LGBTQIAPN+ em Alagoas, Messias Mendonça, o espaço aberto é fundamental para garantir os direitos dessa população.

“A comunidade precisa ser ouvida, às vezes são cessados os direitos, as falas, quando procuram seus direitos em alguns órgãos. E esse momento aqui é ímpar para essa comunidade, só temos a agradecer ao TJAL que sempre abraça e acolhe as nossas demandas e os mais vulneráveis de Alagoas”, disse.

Participaram do encontro a delegada titular da Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis, Rebecca Cordeiro, representantes da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas, representantes da comissão da diversidade da OAB, lideranças das entidades e movimentos LGBTQIAPN+, entre outros.