Trump pede para deixarem Bolsonaro em paz

Com as eleições em 2026, acredita-se que o governo americano vá interferir diretamente na escolha do próximo presidente

Pela primeira vez, o presidente dos Estados Unidos se manifestou sobre o inelegível do Brasil. Em postagem nas redes sociais, Donald Trump falou em “caça às bruxas” e pediu que as autoridades brasileiras deixem Jair Bolsonaro em Paz.

.”O Brasil está agindo de forma terrível no tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu observei, assim como o mundo, como eles não fizeram nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo POVO. Conheci Jair Bolsonaro, e ele era um líder forte, que realmente amava seu país – além disso, um negociador muito duro no comércio. Sua eleição foi muito acirrada e, agora, ele está liderando as pesquisas. Isso não é nada mais, nada menos, do que um ataque a um oponente político. Algo que eu sei muito sobre isso! Isso aconteceu comigo, 10 vezes, e agora nosso país é o “MAIS QUENTE” do mundo! O grande povo do Brasil não vai tolerar o que estão fazendo com seu ex-presidente. Estarei acompanhando de perto a Caça às Bruxas de Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores. O único julgamento que deveria estar acontecendo é o julgamento pelos eleitores do Brasil – isso se chama Eleição. DEIXEM BOLSONARO EM PAZ!”

Apesar da defesa na fala, a postagem não veio acompanhada de nenhuma sanção, como esperavam os bolsonaristas. É o que querem Eduardo Bolsonaro e parlamentares, que fizeram visitas aos gabinetes de aliados de Trump, na esperança de convencer a base mais radical dos republicanos a agir contra as autoridades brasileiras.

Ou seja: não há nenhuma implicação imediata que possa afetar os processos conduzidos pelo STF no Brasil.Ainda assim, a declaração de Trump foi considerada dentro do Itamaraty como um sinal de alerta do que pode ocorrer, caso o destino do ex-presidente não agrade ao movimento de extrema direita nos EUA.

E com as eleições em 2026, acredita-se que o governo americano vá interferir diretamente na escolha do próximo presidente.

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