
Segundo fontes da CNN em Washington, a mudança de posicionamento do presidente norte-americano Donald Trump em relação ao Brasil, de apoio a Jair Bolsonaro para aproximação com Luiz Inácio Lula da Silva, foi motivada principalmente pela aversão do republicano a associar-se a figuras consideradas “perdedoras”.
Trump teria concluído que Bolsonaro perdeu a batalha política pela anistia, enquanto Lula posiciona-se como favorável à reeleição.
O encontro em Kuala Lumpur reforçou essa percepção. Trump ouviu atentamente o relato de Lula sobre o período de prisão e comparou-o à sua própria experiência judicial, ressaltando que ambos “deram a volta por cima”.
Durante a coletiva de imprensa, quando questionado sobre Bolsonaro, Trump limitou-se a breves comentários solidários, enquanto Lula negava com a cabeça. Na reunião bilateral, foi o presidente brasileiro quem trouxe o tema, explicando que os processos judiciais respeitaram o direito de defesa.
Embora altos preços de commodities como carne e café tenham influenciado a abertura comercial, as fontes indicam que o fator decisivo foi a narrativa de “perseguição política” comum a Trump e Lula. A revisão das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros é considerada mais provável que a flexibilização de sanções individuais contra autoridades do STF.
A postura condiz com o histórico de Trump de reclassificar aliados e adversários conforme suas percepções de sucesso político.














