
A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, decidiu nesta terça-feira (2) retirar todos os seus filiados do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida implica na saída dos ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), que terão até 30 dias para deixarem os cargos.
A decisão foi confirmada por seis lideranças partidárias e ocorre no mesmo dia em que o STF inicia o julgamento de Jair Bolsonaro por suposta trama golpista.
A federação anunciou ainda que passará a apoiar um projeto de anistia a Bolsonaro e aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, embora a proposta deva manter a inelegibilidade do ex-presidente. O anúncio formal foi feito após reunião dos presidentes das legendas, Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP).
A saída, no entanto, não será completa. Permanecem no governo os ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), indicados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), assim como Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal, indicado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

A decisão ocorre uma semana após Lula cobrar publicamente lealdade de ministros do centrão em reunião ministerial, quando declarou não ter “pretensão de ser amigo” de Rueda e lembrou que Ciro Nogueira foi ministro de Bolsonaro. As declarações geraram mal-estar e aceleraram a decisão, que já era pressionada internamente pelos partidos.
O movimento fragiliza a base governista no Congresso, reduzindo a base oficial para 259 deputados – apenas dois acima do mínimo necessário para aprovações. União Brasil e PP têm atuado fortemente pelo apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato presidencial em 2026.














