2 de março de 2024Informação, independência e credibilidade
Esportes

Vândalos invadem CT do CRB, agridem e exigem mais desempenho em campo

Feijão levou um soco; Não houve nenhum ferimento mais grave, a PM precisando intervir

O CT Ninho do Galo, centro de treinamento do CRB, foi invadido por manifestantes na tarde desta terça-feira (14). Os ditos torcedores chegaram de ônibus no CT e partiram para vias de fato.

Em grande número, eles visavam principalmente o volante Feijão, que levou um soco na cabeça. Além dele, o zagueiro Flávio Boaventura e o atacante Mazola. Não houve nenhum ferimento mais grave na invasão, que ficou mais calma após interferência da Polícia Militar.

Após os ânimos terem ficado menos exaltados, o técnico Doriva, que intermediou a situação com o atacante Neto Baiano, propôs ouvir a liderança dentre os torcedores para ouvir suas exigências.

O CRB não vem em boa fase na Série B. O time possui apenas 21 pontos em 20 disputados e está na zona de rebaixamento. Seu último resultado foi uma derrota fora de casa, por 1 a 0 contra o Oeste.

Mas o desempenho do time não justifica a invasão.

O CT Ninho do Galo fica na Barra de São Miguel, distante mais de 30 quilômetros do centro de Maceió. Não é uma distância tão grande, mas para encher um ônibus de gente irada e revoltada, com a intenção de agredir jogadores de futebol?

Não há sentido.

Alguns dos ditos torcedores devem ter emprego. Trabalhar para conseguir este ônibus, reunir um grupo e ir para outro município agredir atletas de futebol. Se bem que, para dedicar tanto tempo para isso, é possível que estejam entre empregos. Poderiam atualizar seus currículos, se for o caso. Sair para jogar bolas com os amigos. Namorar. Que seja. Não há nada mais saudável pra fazer?

Este ano tem eleição. Seria interessante focar esta paixão para uma causa não só mais relevante, mas para que também seja importante. Não que futebol não seja importante. Ele é, mas não neste nível.

E, claro, se este grupo tiver capacidade para se focar em algo mais sério, seria interessante não precisar de violência. Mesmo que seja contra alguns políticos, isso nunca leva a nada.

Para a polícia fica a dica: nas mídias sociais o que não falta são imagens dos invasores e agressores, facilmente identificáveis.

E já passou da hora dos clubes se unirem, não só em Alagoas, mas em todo o Brasil: é preciso levar a sério esse tipo de violência contra jogadores, seja nos estádios, CTs ou aeroportos. Vivemos em um país que espera a tragédia para correr atrás do prejuízo: antes que algo mais grave aconteça, as federações precisam agir para que este tipo de violência não aconteça mais.