2 de março de 2024Informação, independência e credibilidade
Interior

Vereador diz que gestão de Campo Grande desrespeita instituições e servidores públicos

Prefeito não cumpre nem os acordos firmados com o Ministério Público, diz Anderson Vera Cruz

Se já não era boa a situação administrativa do município de Campo Grande, no Agreste alagoano, agora piorou de vez com os descumprimentos dos acordos firmados pela Prefeitura Municipal e o Ministério Público Estadual (MPE), segundo denunciou o presidente da Câmara Municipal, vereador Anderson Vera Cruz.

Disse ele que o setor da educação parou de vez.  Isso por que o prefeito em exercício, Igor Higino, havia firmado um acordo MPE para pagar os salários atrasados dos servidores públicos, incluindo os professores, “mas não cumpriu com a absolutamente nada”.

Anderson Vera Curz: o desrespeito é total.

Para ele, é fundamental que a justiça no Estado veja a questão e tome providências determinantes em Campo Grande, considerando que além dos servidores, as instituições de um modo geral estão sendo desrespeitadas pela administração municipal.

Na visão de Vera Cruz, mais do que falta de sensibilidade da gestão municipal existe, sobretudo, descaso, incompetência e falta de zelo em Campo Grande por parte do prefeito e demais gestores, o que tem prejudicado sobremaneira os serviços públicos à população mais necessitada.

Fato histórico: Campo Grande no Caos

A situação do município piorou consideravelmente, desde que o Ministério Público Estadual (MPE) prendeu em flagrante, em 24 de novembro de 2017, o prefeito da cidade, A|rnaldo Higino Lessa.

Arnaldo Higino Lessa vinha sendo investigado pelo gabinete da chefia do Ministério Público há algum tempo, depois que o MPE/AL começou a apurar denúncia de que ele estaria recebendo propina de contratos da Prefeitura.O prefeito foi alvo de uma operação comandada pelo Procurador Geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, com o apoio do Gecoc e do Gaesf.

A prisão ocorreu no momento que Arnaldo Higino estava pegando dinheiro de uma empresa que vende mercadoria para a Prefeitura de Campo Grande.

Alfredo Gaspar, ao lado de alguns promotores de justiça, está levando o gestor para fazer exame de corpo de delito no IML de Maceió. Em 40 minutos eles deverão chegar à capital. (Ascom/MPE)